Estética torna-se caminho promissor

Crescem as oportunidades para profissionais especializados nas áreas de produção e aplicação de cremes e óleos para tratar e rejuvenescer a pele. A indústria de cosméticos tem se apresentado como um caminho promissor para quem procura emprego.

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A hora da beleza e da estética

A indústria de cosméticos apresenta-se como um caminho promissor para quem procura emprego. Dos grandes fabricantes aos consultórios, spas, hospitais e clínicas de estética há vagas em aberto, avaliam especialistas. E isso vale para quem tem curso técnico de estética ou para aqueles que optaram por áreas mais clássicas, como engenharia química e farmácia.

Pode-se dizer que a Cosmetologia é uma caixinha de surpresa, de onde saem novas fórmulas e tratamentos a todo momento. E, por isso, está sempre em busca de gente disposta a investir na carreira. “O profissional da área é um especialista em assuntos de beleza e saúde. Tem de saber a formulação do produto, para quem é indicado e sua correta aplicação”, diz a coordenadora do curso de Estética e Cosmetologia da Universidade Anhembi Morumbi, Andrea Falasco.

Este curso foi criado em março de 2001 e tem dois anos de duração. Na primeira turma havia apenas 19 alunos. Em 2004 recebeu 115 matrículas. “O setor pede a especialização e profissionais com mais habilidade científica para tratar de seqüelas de queimaduras, acnes profundas e estriais, por exemplo ”, diz Andrea.

Catarina Silva concorda que o setor cresce e procura profissionais mais preparados. Há 19 anos é esteticista e maquiadora do salão de beleza Jacques Janine. Está encerrando o curso de Cosmetologia de dois anos e prepara-se para enfrentar a pós-graduação ainda neste mês. “O estudo me dá mais segurança para questionar o fornecedor e atender os clientes. É preciso reciclar os conhecimentos, se atualizar, para sobreviver no mercado.”

Ainda que não exista, de fato, a profissão de cosmetólogo, a área abre espaço para o trabalho em equipe. Para Catarina, a Cosmetologia liga os profissionais da ponta de produção ao atendimento ao cliente. Abriga do farmacêutico que produz a fórmula até quem orienta a aplicação do produto.

“O setor é um rico campo de trabalho. Médicos, engenheiros e esteticistas, por exemplo, podem se especializar em cosméticos”, diz Sônia Corazza, engenheira química e consultora técnica do Boticário, Avon, Natura e Payot.

Sônia tem 27 anos de experiência no assunto. Como engenheira em indústrias de cosméticos, estuda da fórmula até o custo do produto, para empresas e consumidores. “Se o projeto não for viável, da fórmula até o ponto de vista econômico, sou clara com a empresa.”

Para os interessados na Cosmetologia, ela avisa: “É preciso muita dedicação. A pessoa tem de estudar muito. Só o curso de pós-graduação não é suficiente. É necessário assumir o papel de eterno pesquisador.”

Os candidatos a ingressarem no setor, que estudam farmácia ou engenharia, também precisam ter um bom conhecimento de química orgânica, e noções avançadas de anatomia e fisiologia. Afinal de contas é este tipo de profissional que vai fazer um xampu, creme, sabonete para serem aplicados sobre a pele.

Vaidade em alta
Diferente do que acontecia anos atrás, os cosméticos são hoje considerados produtos básicos para boa parte dos brasileiros. “A população quer envelhecer com saúde e bem-estar. Da bolsa mais pobre até a mais chique, é possível encontrar um batom”, afirma Vera Lúcia Marques, coordenadora da área de Estética, Cosmetologia e Perfumaria do Senac -SP.

O ponto forte da Cosmetologia está em proporcionar a base científica para a evolução da indústria e do mercado consumidor de maneira geral, diz Veria Lúcia: “Não basta apenas estudar a extração da matéria-prima e o princípio ativo do produto. É fundamental acompanhar o trajetória do produto, observar como será acondicionado, embalado e aplicado.”

O Senac-SP vai apresentar em maio um seminário onde abordará a Cosmetologia. Durante o evento vai lançar o curso Geração de Cosméticos, ainda sem data definida. Será dado em três sábados e abordará os tipos diferentes dos cosméticos, para aplicação capilar, corporal, de proteção solar e como maquiagem.

Além disso, o Senac-SP estuda a criação de um curso de pós-graduação em Cosmetologia para meados deste ano. O objetivo é desenvolver uma programação voltada para a gestão da indústria e fazer um mapeamento do setor, da fábrica ao marketing e distribuição.

Pelas contas da coordenadora da área de estética, Vera Lúcia, já passaram pelo Senac-SP 3 mil profissionais em cursos pontuais de Cosmetologia.

(Diário de S. Paulo – 07/03/04)

   

Setor amplia em 103% o quadro de funcionários

O Brasil é o sétimo maior produtor mundial de produtos de higiene pessoal, perfumaria,e cosméticos. O levantamento foi feito pelo instituto Euromotor, a pedido da Associação dos fabricantes do setor (Abihpec).

O estudo mostra um mercado brasileiro pulverizado, com 1.123 empresas. Mas com concentração de receita na contabilidade de apenas 15 delas. Estas companhias faturam mais de R$ 100 milhões e, juntas, respondem por 73%.

Para acompanhar a evolução, o setor aumentou em 103% o total de empregados em 2003. Tem agora 2,292 milhões contratados. Em 1994 tinha 1,130 milhão funcionários.

Neste espaço de tempo, o segmento que mais contratou foi o de revenda de produtos, que aumentou em 130,3% o contingente empregado. As lojas de franquia reforçaram o quadro em 116,4%, e o total de profissionais de beleza no mercado subiu 80,2%.

Em 2003, as exportações subiram 122%, com base em 1994. O setor espera novo salto em 2004, de 16%.

No ano passado, as vendas externas superaram US$ 220 milhões, crescimento próximo a 18% sobre 2002. Os segmentos que mais ampliaram as vendas para o Exterior foram de maquiagem (146%), sabonetes (53 %), cremes para a pele, protetores e bronzeadores (46%), desodorantes (42%), perfumaria (30%) e hair care (28%).

(Diário de S. Paulo – 07/03/04)

   
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