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Migração de setor e novas atividades revigoram carreira
Muita gente
está descobrindo atividades e redimensionando sua área
de atuação na carreira. Se atua no segmento econômico
e ele não vai bem, pode pensar em transferir para áreas
não exploradas as habilidades desenvolvidas. Importante:
não pensar no exercício da profissão restrito
a uma única rotina.
Após
passar toda a carreira na indústria automotiva, Eduardo Oliveira,
de 34 anos, migrou. Deixou de vender um tipo de tecnologia (da informação)
para vender outro tipo: sistemas de realidade virtual. E aproveitou
a carteira de clientes: atua junto ao mercado de óleo e gás
e também o automotivo.
O grande desafio
foi passar de gerente para o Brasil a gerente para América
Latina. “Tive que estender meu conhecimento para um mercado
completamente diferente, tentar entender as diferenças de
língua, cultura e estilo de compra entre os países”,
conta Eduardo.
Aos 43 anos,
Heloisa Watanabe já foi enfermeira por 10 anos, teve seu
negócio próprio – uma empresa de home care –
por outros 17 e, há quatro meses, encarou um novo desafio.
É gerente de operações da AxisMed, empresa
que atua em Gestão Preventiva de Saúde.
Quando a Axis
era só um projeto, Heloísa foi convidada a participar
e se prontificou a fazer gratuitamente o plano de negócios
do novo empreendimento. De tão bem aceito, ela foi convidada
ao posto de executiva.
“Ninguém
pode parar, é precisar buscar novos conhecimentos e atividades,
não restringir seu espaço ou campo de trabalho”,
aconselha. “Veja o meu caso: sou enfermeira e acompanhei a
tecnologia de ponta. Se não tivesse feito isso, seria muito
complicado.”
Waldir Oliveira,
de 52 anos, trabalhou em finanças em indústria de
grande porte por 25 anos, até passar a atuar na mesma área,
só que em instituições de ensino.
Dirigiu a área
financeira de uma universidade por cinco anos, arriscou mudar para
outra instituição, mas, com a mudança na alta
cúpula, veio a demissão após três meses.
O primeiro passo? “Fui passar dez dias na praia com a minha
família.”
Em seguida,
aproveitou seu conhecimento, deu duas palestras sobre gestão
financeira de instituições de ensino e já está
negociando, para esta semana, sua recolocação em outra
universidade.
(O Estado
de S.Paulo – 06/02/06)
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