Seminário incentiva empresas a contratarem aprendizes

Por Marina Rosenfeld

Aconteceu na semana passada, dia 04/11, em Salvador, o II Workshop de Mobilização Empresarial para Inserção no Mercado de Trabalho, como Aprendiz, de Adolescentes em Desvantagem Social.

O seminário, promovido pela Instituição Beneficente Conceição Macedo (IBCM) e pelo Centro Social Sementes do Amanhã (CESSAM) e patrocinado pelo Banco Mundial, teve como objetivo sensibilizar os empresários da região para a contratação de adolescentes.

O evento contou com a participação da Delegacia Regional do Trabalho da Bahia, da Secretaria do Trabalho e Ação Social do Estado da Bahia, do Banco Mundial, da Damicos Consultoria e Negócios na área de responsabilidade social e do Conexão Aprendiz, que apresentou o site e seu trabalho de sensibilização em empresas e organizações do Terceiro Setor. Adolescentes aprendizes e empresas parceiras também deram depoimentos sobre suas experiências em relação à Lei.

Segundo a auditora fiscal do trabalho da Delegacia Regional do Trabalho (DRT), Marli Costa Pereira, a Bahia tem potencial de contratar 25 mil adolescentes. “Hoje temos apenas mil e duzentos aprendizes. Lutamos muito para que as instituições e as empresas trabalhassem com a Lei. O número de contratações aumentou significativamente de 2003 para 2004”, disse.

Para Marli, a falta de informação sobre a Lei e o desconhecimento sobre o que é um aprendiz faz com que algumas empresas baianas relutem em contratar adolescentes. “A princípio elas têm receio, mas também depois que contratam pela primeira vez, logo perguntam como renovar o programa”.

Carlos Armando Barreto de Santana, da Secretaria do Trabalho e Ação Social do Estado da Bahia vê a aplicação da Lei como uma oportunidade de se ter a primeira experiência. “O mercado é cada vez mais exigente. Além do conhecimento também requer experiência. Essa situação é ainda pior para o adolescente de baixa renda e escolaridade”, comentou. “Estamos numa era que tem como característica aprender, desaprender e aprender sempre e a Lei se encaixa perfeitamente nisso”, complementou Santana.

De acordo com Adriana Nascentes, do Banco Mundial, apesar do adolescente ser apenas um “aprendiz”, diferente de um profissional comum, o que vale é a oportunidade que lhe é dada e a possibilidade de melhorar sua auto-estima. “Com auto-estima ele consegue impulsionar sua vida”, disse Adriana. Fátima Cardoso, coordenadora do Projeto Empregar, da Instituição Beneficente Conceição Macedo, disse que para o adolescente em desvantagem social - que perpassa caminhos duros, de degradação e de negação da própria cidadania -, só o fato de estar numa empresa séria e que lhe respeite já vale muito.

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- Especialista critica ações sociais assistencialistas

   

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Especialista critica ações sociais assistencialistas

Por Marina Rosenfeld

Durante o evento, Fábio Rocha, diretor da Damicos Consultoria e Negócios, especializada em responsabilidade social, trouxe uma visão crítica sobre ações na área. “Ainda há ações meramente assistencialistas. Cerca de 54% das empresas, em todo o Brasil, que investem no social têm como foco o assistencialismo. Ainda é mais fácil dar dinheiro no farol do que investir em ações consistentes”, criticou ele.

Apesar de muitas empresas investirem em responsabilidade social, “a maioria delas é forçada a fazer esse tipo de ação”. Rocha acredita que a própria violência que está nas ruas põe em risco a vida dos executivos e isso gera um custo extra para as empresas. “Ainda não há uma percepção de que responsabilidade social seja realmente importante”.

Segundo ele, há uma síndrome de que cada setor só circula no seu. “A empresa precisa conhecer um pouquinho mais sobre as ONGs. As próprias ONGs devem fazer parcerias entre elas”. Para Rocha essas alianças são essenciais para que até mesmo a contratação de aprendizes dê certo.

   

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Feira de empregos mostra oportunidades no interior de SP

A 1ª Feira de Empregos & RH de Jundiaí acontece no final de outubro e vai mostrar as oportunidades nas empresas da região para profissionais e estudantes.

Durante o evento, haverá 54 estandes de empresas, que irão oferecer vagas de trabalho. Para os estudantes, haverá chances de ingressarem no mercado como aprendizes, estagiários e trainees.

Para isso, os estandes de empresas e agências de empregos irão cadastrar currículos no local. Também serão ministradas palestras com profissionais de diversas áreas.

Os visitantes poderão receber ainda orientações para elaboração de currículos e dicas de como se portar em entrevistas. Na feira, também serão oferecidos testes vocacionais.

Segundo os organizadores, a feira deve receber cerca de 30 mil pessoas durante os dois dias de evento.

A Feira de Empregos & RH de Jundiaí acontece nos dias 25 e 26 de outubro, das 15h às 22h, no parque Comendador Antônio Carbonari (parque da Uva), que fica na av. Jundiaí, s/nº, jardim Ana Maria.

A entrada é gratuita. Informações: (0xx11) 6817-1163 ou (0xx11) 6882-8924.

(UOL Empregos – 06/10/04)

   
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