Um terço teme ser demitido no curto prazo

O progresso verificado na economia e no índice de emprego nos últimos meses não foi suficiente para eliminar as preocupações dos brasileiros com relação ao futuro, no curto prazo. A conclusão é de uma pesquisa realizada pela empresa de recolocação RightSaadFellipelli.

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Um terço teme ser demitido no curto prazo

O progresso verificado na economia e no índice de emprego nos últimos meses não foi suficiente para eliminar as preocupações dos brasileiros com relação ao futuro, no curto prazo. A conclusão é de uma pesquisa realizada pela empresa de recolocação RightSaadFellipelli.

Das pessoas consultadas, 5,3% consideraram "muito possível" que sejam mandadas embora no período de 12 meses que se seguiria à entrevista. Outros 24,6% consideraram a demissão "possível".

A cautela aparece ainda mais quando se pergunta se uma pessoa mediana, demitida agora, teria condições de encontrar um emprego semelhante com o mesmo salário. Mais de 90% dos entrevistados responderam "difícil" ou "muito difícil".

"Os resultados da pesquisa no Brasil mostraram um grau de preocupação muito maior com relação ao futuro do que os verificados em consultas semelhantes feitas nos Estados Unidos e em outros países da América Latina pela Right, o grupo internacional com o qual trabalha a RightSaadFellipelli", declarou Adriana Fellipelli, sócia da empresa e coordenadora da pesquisa no Brasil.

Das pessoas mais otimistas na pesquisa brasileira, 42,4% por cento consideraram "impossível" a demissão nos 12 meses seguintes e 25,4% classificaram a sua demissão como "não muito possível". Uma proporção de 2% disse que não sabia responder à pergunta e duas pessoas se recusaram a responder à questão.

A preocupação cresce quando os entrevistados foram colocados diante da pergunta de quais seriam as possibilidades de uma pessoa mediana, demitida agora, encontrar um emprego semelhante com o mesmo salário. Apenas 0,8% dos entrevistados optou pela resposta "muito facilmente". A resposta "facilmente" foi a escolhida por apenas 3,9%.

Nada menos do que 40,5% optaram pela resposta "difícil" e 52,7% por "muito difícil". Mais 1,8% não soube responder e duas pessoas, ou 0,3%, não quiseram dar a resposta.

A pesquisa ouviu no Brasil 662 pessoas de diversas categorias profissionais. Foram ouvidos 441 homens e 221 mulheres. Em termos de idade, 12,8% estavam na faixa entre os 18 e os 24 anos, 24,2% entre os 25 e os 34 anos, 28,2% entre os 35 e os 44, 27,9% entre os 45 e os 54 e 6,8% entre os 55 e os 64 anos

(UOL)

   
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