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Cresce
o investimento das companhias na gestão de funcionários
Com o reaquecimento
do mercado, as empresas começam a olhar mais atentamente
para os seus funcionários. Uma prova disso foi o aumento
dos investimentos no desenvolvimento de capital humano apurado no
ano passado. Ele apareceu no topo das prioridades de um grupo representativo
de companhias, representando 88,5% das preferências de investimentos
em 2004.
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mais:
Cresce o investimento das companhias na gestão de funcionários
Quando o cenário
econômico volta a clarear, as empresas começam a olhar
mais atentamente para os seus funcionários. Uma prova disso
foi o aumento dos investimentos no desenvolvimento de capital humano
apurado no ano passado.
Ele apareceu
no topo das prioridades de um grupo representativo de companhias,
representando 88,5% das preferências de investimentos em 2004.
Percentual que superou o destinado à área de equipamentos,
instalações e processos (81%) e tecnologia da informação
(84%). Uma demonstração de que as companhias aproveitam
os bons ventos para renovar quadros e investir em pessoas.
Esses dados
fazem parte da pesquisa "Benchmarking de Gestão de Capital
Humano" realizada com 68 empresas das principais regiões
brasileiras pela consultoria Deloitte, uma das maiores organizações
mundiais em prestação de serviços de auditoria
e consultoria empresarial. Juntas, as companhias participantes do
levantamento empregam 500 mil funcionários. Mais de 88% delas
têm um faturamento superior a US$ 70 milhões.
Com o reaquecimento
da economia surgem novas demandas nos negócios que requerem
profissionais treinados em outras habilidades. É hora ainda
de sair em campo para recrutar talentos e tentar reter os melhores
profissionais na casa.
Essa é
a dinâmica do mercado profissional toda vez que o cenário
econômico dá sinais de recuperação. "Nesses
momentos as empresas sempre ganham e perdem bons profissionais,
é inevitável", diz Vicente Picarelli, sócio
responsável pela área de consultoria em gestão
de capital humano da Deloitte.
Para o consultor,
esse aumento na preferência por investimentos em capital humano,
que superou o registrado na mesma pesquisa no ano passado (82%),
significa que as empresas estão buscando se preparar melhor
para reagir ao mercado.
"Elas estão
traçando estratégias e investindo nas pessoas que
estarão inseridas nessas novas metas" diz. "A organização
é como um pulmão, todo mundo precisa respirar e transpirar
as mesmas coisas, compartilhar os desafios".
Tratar bem aqueles
que viabilizam os negócios é fundamental para a implementação
de novos projetos. Por esta razão, 81% das organizações
pesquisadas adotaram no ano passado programas voltados à
melhoria na qualidade de vida de seus empregados.
"A relação
das pessoas com pares, superiores e fornecedores se intensificou
muito nos últimos tempos. Isso fez com que elas passassem
a ter menos tempo para elas, o que gerou ambientes mais tensos de
trabalho", diz. "As empresas já se deram conta
disso".
O resultado
dessa maior conscientização sobre os problemas no
trabalho pode ser percebido no número de palestras e cursos
relacionados à qualidade de vida adotados por 79% das empresas
pesquisadas.
Outras medidas
implementadas foram a ginástica laboral (71%), o acompanhamento
ergonômico (60%), a visita dos filhos à empresa (52%),
o acompanhamento nutricional (37%), o horário flexível
(28%), a massagem rápida (26%) e a academia de ginástica
(24%).
O aumento do
percentual de empresas que realizam pesquisas de clima organizacional
para detectar insatisfações, que possam gerar problemas
internos e baixa produtividade, é outro sinal de que as empresas
estão mais empenhadas em agradar seu efetivo. Em 2000, apenas
28% das empresas que participaram do levantamento da Deloitte realizavam
esse tipo de pesquisa, no ano passado esse percentual subiu para
73%.
Em relação
a aumentos salariais, 66% das companhias participantes disseram
remunerar seus empregados por mérito.
"É
uma maneira tradicional, que tem como base o cargo que a pessoa
ocupa", diz Picarelli. A Participação nos Lucros
e Resultados (PRL) foi adotada por 71% das companhias. A concessão
de previdência privada por 48% dos participantes e os bônus
e gratificações para executivos por 50,7%.
(Valor -
16/03/2005)
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