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Centro
de Solidariedade ao Trabalhador fecha por falta de verba
Falta de dinheiro
interrompe trabalho das sete unidades mantidas pela Força
Sindical que atendiam sete mil pessoas por dia. A instituição
informou não ter condições de manter os centros
sem verbas do governo federal.
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Centro de Solidariedade ao Trabalhador fecha por falta de verba
A Força
Sindical suspendeu, nesta terça-feira (13/09), as atividades
do Centro de Solidariedade ao Trabalhador que atendia diariamente
desempregados em busca de trabalho.
As sete unidades
instaladas em São Paulo e Pernambuco recebiam em média
7 mil pessoas por dia. A Central Única dos Trabalhadores
(CUT) vai manter seus cinco postos até 15 de outubro. Se
não conseguir verba também poderá suspender
atividades de atendimento a cerca de 1,6 mil pessoas ao dia.
A Força
informou não ter condições de manter os centros
sem verbas do governo federal. Os repasses do Fundo de Amparo ao
Trabalhador (FAT), que respondiam por 80% das despesas dos centros,
estão suspensos há dois meses. O Tribunal de Contas
da União (TCU) deve realizar reunião amanhã
para tentar solucionar o problema.
Segundo o presidente
da Força, Paulo Pereira da Silva, os 420 empregados dos centros
que foram suspensos realizam hoje passeata de protesto.
"Esperamos
que a interrupção seja temporária. O governo
precisa se sensibilizar pois é um serviço importante
para os desempregados", diz Silva. Segundo ele, ontem havia
estoque de 5.733 vagas a serem oferecidas. A Força calcula
ter atendido, em sete anos, 11,6 milhões de trabalhadores
e 445,5 mil foram empregados. A CUT informa que, em 2004, cerca
de 20 mil pessoas que procuraram seus centros na Grande São
Paulo encontraram empregos formais.
A Força
deveria receber R$ 12,4 milhões este ano em verbas para treinamento,
captação de vagas e encaminhamento de desempregados.
Para a CUT, a verba prevista era de R$ 4 milhões. Outras
entidades também tinham direito ao repasse.
O TCU determinou
a suspensão do repasse de recursos do FAT para as centrais
em agosto de 2003 após constatar irregularidades no uso do
dinheiro nos programas de qualificação profissional,
ainda sob investigação.
Verbas para
serviços de intermediação de vagas e treinamento
continuaram sendo repassadas pelo Ministério do Trabalho,
mas recentemente também foram suspensas por determinação
da Controladoria Geral da União (CGU), que entendeu tratar-se
de um mesmo processo. As centrais alegam que, nessa área,
estão com as contas aprovadas e haviam se comprometido a
solucionar as denúncias anteriores.
"Estamos
com pagamentos de contas de água, luz e telefone atrasadas",
afirma Silva. A CUT vai usar recursos próprios até
o próximo mês, quando espera que o problema esteja
resolvido.
(O Estado
de S. Paulo – 13/09/05)
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