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Governo
já fala em mais de 10 mi de empregos
O mercado de
trabalho formal gerou um número recorde de 558.317 postos
nos quatro primeiros meses do ano. O resultado surpreendeu o próprio
governo e levou o ministro Ricardo Berzoini (Trabalho) a dizer que
a meta de criar 10 milhões de empregos durante os quatro
anos da gestão Lula deverá ser superada.
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Governo já fala em mais de 10 mi de empregos
O mercado de
trabalho formal gerou um número recorde de 558.317 postos
nos quatro primeiros meses do ano. O resultado surpreendeu o próprio
governo e levou o ministro Ricardo Berzoini (Trabalho) a dizer que
a meta de criar 10 milhões de empregos durante os quatro
anos da gestão Lula deverá ser superada.
Ontem, Berzoini
foi pessoalmente ao Palácio do Planalto apresentar os números
do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) ao presidente
Lula. O cadastro foi criado em 1992 e reflete a situação
do mercado de trabalho formal no país. No levantamento, entram
todos os trabalhadores regidos pela CLT (Consolidação
das Leis do Trabalho), exceto os domésticos.
"É
um dado excepcional, que merece ser comemorado", disse Berzoini,
após o encontro com o presidente. Os dados do Caged mostram
ainda que o número de empregos formais criados em abril foi
o melhor para o mês na história do cadastro. Foram
geradas 266.095 vagas.
Segundo o ministro,
nem a política de juros altos do Banco Central, em vigor
desde setembro de 2004, e a apreciação do real afetaram
até agora o mercado de trabalho, que apresenta sinais de
aceleração. A previsão dele é que o
segundo semestre seja ainda mais promissor, independentemente da
política monetária.
"Não
vou discutir com a realidade. E a realidade aponta dados muito positivos",
disse Berzoini, que nos últimos meses vinha mostrando preocupação
com o câmbio e os juros altos. Ele chegou a criticar a condução
da política monetária.
Para defender
a superação da meta de geração de 10
milhões de empregos em quatro anos, Berzoini começa
com uma conta modesta. Nos 28 meses do governo Lula, já foram
gerados 2,7 milhões de empregos formais. Cálculos
acadêmicos, lembra ele, permitem contabilizar até 1,2
ocupação para cada emprego formal gerado. "Já
teríamos então mais de 5 milhões de ocupações."
Mas ele prefere
apostar em números mais ousados. "Até agora a
quantidade de ocupação deve estar muita próxima
desse número [10 milhões]. Podemos ficar então
muito próximo disso ou ter um resultado até superior",
afirmou. Berzoini acrescenta que o teste de fogo será a divulgação
dos dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios),
em setembro, quando deverá ser confirmada ou não essa
tendência.
No início
deste ano, em entrevista à Folha, ele já havia ressuscitado
a promessa de campanha, após vários ministros terem
publicamente abandonado a meta.
De janeiro a
abril do ano passado, o mercado de trabalho formal acumulou a criação
de 534.939 vagas. Ou seja, o resultado de 2005 é 4,3% superior.
Neste ano, o crescimento do emprego com carteira assinada foi puxado
pelo setor de serviços (veja quadro).
No caso da indústria
e da agricultura, o aumento de vagas ficou abaixo dos números
2004. Berzoini destacou ainda que o emprego aumentou com mais força
no interior do país em detrimento das regiões metropolitanas.
Para o ministro,
neste ano deverá ser gerado 1,5 milhão de empregos
-número similar ao verificado em 2004. Ele acha que em dezembro
deste ano a taxa de desemprego medida pelo IBGE ficará entre
1 e 1,5 ponto percentual abaixo do índice apurado em dezembro
do ano passado -9,6%.
(Folha de
S.Paulo – 17/05/05)
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