Primeiro Emprego ganha versão privada

Com o programa Primeiro Emprego do governo ainda
engatinhando, empresas privadas focam no público de baixa
renda. Elas organizam projetos de capacitação para jovens
carentes ou para filhos de funcionários, aliam-se a ONGs, a
prefeituras e a instituições de ensino e oferecem cursos
sobre mercado de trabalho.

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- Primeiro Emprego ganha versão privada
- Programas gratuitos

   

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Primeiro Emprego ganha versão privada

Enquanto os envolvidos debatem a questão do estágio, outra
proposta de inserção de jovens no mercado de trabalho vem
tomando forma: o primeiro emprego.

O programa do governo federal, que inclui capacitação,
geração de vagas e estímulo ao empreendedorismo, começou a
operar em novembro e já é alvo de críticas.

Empregou, nas capitais e nas regiões metropolitanas, apenas
686 jovens, dos 36.708 cadastrados. O governo não nega que
seja um número baixo, mas diz que o programa ainda está em
fase piloto.

"O Primeiro Emprego não é só o módulo da subvenção econômica
[geração de vagas]. Até 30 de janeiro, 45 mil foram
qualificados pelo Plano Nacional de Qualificação", afirma
Remígio Todeschini, secretário de Políticas Públicas de
Emprego do MTE.

"Na subvenção, esperamos atender 50 mil até o final deste
ano. O programa caminha com o crescimento da atividade
econômica. Mas haverá mudanças, vamos simplificá-lo",
completa ele.

Paralelamente, a iniciativa privada também mostra interesse
no tema. Cada vez mais empresas organizam projetos de
capacitação para jovens carentes ou para filhos de
funcionários, aliam-se a ONGs, a prefeituras e a instituições
de ensino e oferecem cursos sobre mercado de trabalho. Em
alguns casos, até encaminham os diplomados a empresas de
contratação.

A Embraer, por exemplo, fez parceria com a Associação Junior
Achievement (que incentiva o empreendedorismo) e com a
Prefeitura de São José dos Campos e criou o programa Mini
Empresa, no qual todas as fases de uma firma são vivenciadas
pelos jovens.

"São José é voltada para grandes empresas e é carente de
novas lideranças. Procuramos mostrar alternativas", diz Luiz
Sergio de Oliveira, diretor de desenvolvimento social do
Instituto Embraer Educação, que também mantém um colégio com
cursos profissionalizantes para 600 alunos vindos da rede
pública.

(Folha de S. Paulo - 19/04/04)

   

Programas gratuitos

CNA
Unidades da rede de idiomas têm projetos para jovens
carentes. Na do Tremembé, há vaga de estágio no laboratório
de idiomas. Em São José do Rio Preto, o foco são as
adolescentes, que têm aulas de computação, inglês e
secretariado. Na Praia Grande, os inscritos (até 14 anos) no
programa Bom de Bola, Bom de Byte têm aulas de computação,
inglês e esportes. Informações: 0800-7023030

Comgás
O Programa Aprendiz Comgás tem como público-alvo alunos do
nível médio ou técnico de 14 a 18 anos. Já formou 540 desde
2001 e contribui para a formação de jovens, criando neles o
interesse em atuar ativamente na sociedade. São 80 vagas por
semestre. Deve-se formar um grupo de quatro a seis pessoas,
elaborar uma proposta de projeto social e apresentá-la à rua
Alegria, 153, Brás. Informações: 0/xx/11/ 3209-0679

El Paso
O Instituto Jaime Vieira, da empresa, contribui para a
formação superior de jovens carentes. É mantido por doações
de funcionários (a empresa colabora com o mesmo valor
arrecadado). Em parceria firmada com o Instituto de Imagem e
Cidadania do Rio de Janeiro, são promovidos cursos de
webdesign e de capacitação para que os participantes atuem na
área. No Camp Mangueira, os jovens recebem treinamento e são
encaminhados profissionalmente. Informações: 0/ xx/21/3288-
6037 (instituto) e www.campmangueira.org.br

Dannemann Siemsen
O escritório carioca de advocacia construiu o Centro
Profissionalizante Mangueira/Dannemann Siemsen na quadra da
escola de samba para adolescentes da comunidade. Serão
oferecidos cursos de culinária, informática, inglês e
pintura, entre outros. Informações: 0/xx/21/2567-4637

Ford
No Centro de Capacitação Henry Ford, a montadora oferece, em
parceria com o Senai, com o comitê de empregados e com a
Credicard, cursos técnicos em eletrônica veicular,
informática e mecânica para jovens do ensino médio de 17 a 20
anos. São 170 alunos formados por ano. Informações:
0/xx/11/6754-0318

Grupo Lachmann (logística)
No Rio, em parceria com a Associação Junior Achievement,
profissionais da empresa trabalham como voluntários,
ministrando, a alunos do nível médio, aulas de técnicas de
administração de negócios e acompanhando o desenvolvimento do
negócio aberto pelo grupo. Informações: 0/xx/11/ 3283-0519
(associação)

Monsanto
No projeto Cidade dos Meninos (www.cidadedosmeninos.com.br),
em Campinas (SP), jovens carentes de 15 a 18 anos recebem
patrocínio para cursos profissionalizantes. Outro, em
parceria com a Fundhas (0/xx/12/ 3932-0546), em São José dos
Campos (SP), visa a melhoria da educação de jovens de 14 a 18
anos, oferecendo cursos de informática

Natura
No programa Cidadão em Movimento, desenvolvido em Cajamar
(SP), 110 jovens (de 14 a 18 anos, que tenham completado a 7ª
série) participam de oficinas de formação de agentes
culturais. O programa privilegia a continuidade, e os jovens
agentes devem ser contratados pela prefeitura ou pela empresa
para atuar em projetos culturais

O Boticário
A Fábrica de Talentos da Comunidade atende jovens de São José
dos Pinhais (PR). A decisão sobre qual curso será dado (como
auxiliar contábil e recepcionista de hotel) parte de análise
do bairro a ser atendido. A prefeitura e o Senai são os
parceiros, e foram atendidos 158 profissionais desde 2002.
Inscrições na Secretaria de Promoção Social (0/xx/41/381-
5974)

Siemens
Em parceria com a Fundação Feitoza, de Manaus, a Siemens
mantém três centros de capacitação profissional. Neles, são
dadas aulas de informática, internet e estudos sobre design,
entre outras. Já no programa Desenvolvimento de Talentos para
Manaus, a intenção é complementar a capacitação dos
estagiários e focar na preparação para o mercado de trabalho.
Informações: 0800-119484

SulAmérica
Em parceria com a ONG Cruzada do Menor, a SulAmérica atua no
desenvolvimento educacional, social e de habilidades
profissionais de adolescentes, contratando-os para a equipe
de mensageiros. Desde a criação, 90 menores já foram
contratados, e 50, promovidos. Informações: 0/xx/21/ 2233-
2242 (ONG)

(Folha de S. Paulo - 19/04/04)

   
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