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Números mostram que negras
sofrem mais com desemprego e salário baixo
Um estudo realizado
pelo Dieese mostra que as mulheres negras sofrem dupla discriminação
no mercado de trabalho: pelo sexo e pela raça. Em São
Paulo, o rendimento médio de um trabalhador não-negro
é de R$ 1.379, para mulheres não-negras é de
R$896 e para negras, R$ 494. Ou seja, quase três vezes inferior
ao de homens não-negros e praticamente a metade (55,4%) daquele
de não-negras.
Leia
mais:
Trabalhadoras negras sofrem mais
com desemprego e salário baixo
As mulheres
negras não têm o que comemorar amanhã, dia da
Consciência Negra. Um estudo realizado pelo Dieese mostra
que elas sofrem dupla discriminação no mercado de
trabalho: pelo sexo e pela raça. Em números, isso
se traduz em índice de desemprego elevado e rendimentos menores.
Os dados são dos anos de 2001 e 2002 e foram tirados da Pesquisa
de Emprego e Desemprego (PED), apurada mensalmente em parceria com
a Fundação Seade.
Na região
metropolitana de São Paulo, a taxa média de desemprego
nesse período foi de 18,3%. Entre as mulheres negras (negras
e pardas), esse índice é de 26,2%, ou seja, 7,4 pontos
percentuais a mais que no caso das não-negras (brancas e
amarelas). Na comparação com o sexo masculino, a desvantagem
é ainda maior. Entre os negros, a taxa de desemprego é
de 19,9%. Entre os não-negros, 13,3%. “Isso mostra
o quanto temos de avançar na inserção dessas
pessoas no mercado de trabalho”, avalia Solange Sanches, coordenadora
de pesquisa do Dieese.
Por ramo de
atividade, o setor de serviços é que mais emprega
as negras, respondendo por 41,6% das ocupações. E
aí um destaque: o trabalho doméstico, sozinho, responde
por 8,5% do total de ocupações, o que, segundo Solange,
é grave. “O trabalho doméstico, em geral, é
de natureza informal, com baixa remuneração e exploratório”,
alerta.
Os salários
proporcionalmente inferiores são outra triste constatação.
Enquanto o rendimento médio de um trabalhador não-negro
é de R$ 1.379 em São Paulo, para as mulheres não-negras
ele fica em R$ 896 e para as negras, R$ 494. Ou seja, quase três
vezes inferior ao de homens não-negros e praticamente a metade
(55,4%) daquele de não-negras.
(Diário
de S. Paulo – 19/11/03)
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