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Queda
na indústria afeta emprego, diz IBGE
O movimento
de desaceleração na indústria nos últimos
meses já começou a afetar o mercado de trabalho, revela
a pesquisa de Emprego e Salário na Indústria divulgada
pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
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Queda na indústria afeta emprego, diz IBGE
O movimento
de desaceleração na indústria nos últimos
meses já começou a afetar o mercado de trabalho, revela
a pesquisa de Emprego e Salário na Indústria divulgada
pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
O emprego industrial
recuou 0,1% em fevereiro na comparação com janeiro,
descontados os efeitos típicos de cada período. Em
compensação, o rendimento dos trabalhadores cresceu
0,7%, puxado pelo pagamento de benefícios e pelo aumento
no número de horas extras.
Segundo André
Macedo, economista da Coordenação de Indústria
do IBGE, o leve recuo do emprego industrial reflete o desempenho
da indústria em 2005. Em janeiro, a produção
caiu 0,6%; em fevereiro, 1,2%, o maior recuo em 20 meses.
No médio
prazo, o ritmo de crescimento também vem perdendo fôlego:
passou de 6% em janeiro para 4,4% em fevereiro na comparação
com igual mês do ano anterior. "Sob essa ótica,
a desaceleração na indústria também
atinge o nível de emprego."
Na comparação
com fevereiro de 2004, houve aumento de 2,8% no nível de
emprego industrial -a 12ª alta consecutiva nesse tipo de comparação.
Em dezembro, no entanto, o percentual de crescimento havia chegado
a 4,1%.
As indústrias
de São Paulo (3,0%) e as de Minas Gerais (4,9%) foram as
que exerceram maior impacto positivo na criação de
novos postos de trabalho.
Em São
Paulo, a criação de vagas foi puxada pelos setores
de máquinas e equipamentos (13,5%) e meios de transporte
(15,2%). Em Minas, os segmentos que empregaram mais foram os de
produtos de metal (33,4%) e de material eletrônico e equipamentos
de comunicações (17%).
Segundo Macedo,
o crescimento de vagas nessas áreas é consistente.
São Paulo e Minas Gerais também lideram as contratações
no primeiro bimestre do ano, com taxas de 2,7% e de 5,1%, respectivamente.
A folha de pagamentos
cresceu 0,7% na comparação com janeiro e 2,1% em relação
a fevereiro do ano passado. Ela reúne salários, horas
extras, bônus, benefícios e outras premiações.
Para Macedo, o aumento pode estar relacionado ao pagamento de benefícios
típicos de períodos de férias e ao aumento
no número de horas extras.
Fevereiro foi
o terceiro mês seguido de crescimento da folha de pagamentos
na comparação mês contra o mês anterior.
O IBGE destaca, no entanto, que o ritmo de crescimento da folha
de pagamentos está diminuindo. O acumulado dos últimos
12 meses passou de 9,6% em dezembro de 2004 para 8,6% em fevereiro.
O número
de horas pagas aos trabalhadores avançou 1,4% em fevereiro
em relação a janeiro. "O aumento é condizente
com um período de maior estabilidade na indústria
porque é mais barato intensificar o ritmo de trabalho do
que partir para novas contratações", afirmou
Macedo.
Na comparação
com fevereiro de 2004 houve aumento de 1,8% nas horas pagas. Nessa
base de comparação, o desempenho foi disseminado em
11 das 14 regiões e em nove dos 18 setores pesquisados. Os
aumentos mais expressivos foram registrados em alimentos e bebidas
(6,2%), máquinas e equipamentos (8,9%) e meios de transporte
(10,6%).
(Folha de
S. Paulo - 16/04)
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