Comércio é o setor que paga os piores salários, diz Hay Group

Uma pesquisa feita pela empresa de consultoria americana Hay Group, especializada em recursos humanos, mostra que as varejistas são as empresas que pagam os mais baixos salários.

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Comércio é o setor que paga os piores salários, diz Hay Group

Uma pesquisa feita pela empresa de consultoria americana Hay Group, especializada em recursos humanos, mostra que as varejistas são as empresas que pagam os mais baixos salários. Entre as 150 empresas de 16 diferentes setores analisados pelo estudo - que inclui as indústrias farmacêuticas, metalúrgicas e montadoras - o varejo de auto-serviço ocupa o último lugar no ranking.

Os salários e benefícios oferecidos pelos supermercados e hipermercados ficaram no ano passado 29% abaixo da média do mercado. O varejo figura atrás dos bancos e das empresas de seguros, cujas remunerações também foram, respectivamente, 8% e 16% inferiores ao valor médio pago em 2004. Os setores que remuneram melhor seus empregados são o farmacêutico e o químico. Em 2004, os funcionários desses dois segmentos receberam salários 30% e 16%, respectivamente, acima da média.

A pesquisa indica que o quadro piorou em 2004, embora os salários pagos pelas varejistas tenham aumentado 11%. Em 2003, os salários do varejo eram 26% inferiores aos oferecidos por outros segmentos. Os demais setores da economia, porém, elevaram em 14% a remuneração em média.

O estudo do Hay Group foi encomendado pela revista especializada em varejo Supermercado Moderno. Segundo os seus editores, embora o varejo leve hoje o título de mau pagador, o setor também é, atualmente, o que mais gera empregos, absorvendo uma mão-de-obra não-especializada que não encontra mais vagas nas fábricas.

Atualmente, o varejo é o maior empregador, o que o coloca à frente de setores usualmente associados ao trabalho, como as montadoras. Cerca de 80% dos funcionários empregados pelos supermercados trabalham no " chão de loja " e a folha de pagamentos representa 70% dos custos operacionais das varejistas.
O Hay Group levantou informações junto a 25 empresas de varejo e que faturam anualmente mais de R$ 100 milhões.

Apesar dos maus indicadores referentes aos salários, a pesquisa também mostra que as redes estão utilizando políticas mais modernas de recursos humanos, remunerando o desempenho. Em 2004, 86% das empresas consultadas disseram aplicar uma política de aumento salarial individual. Em 2003, esse percentual era de 58%

(Uol)

   
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