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Escola prepara profissionais para o mercado imobiliário
Promover a formação
de profissionais que atuam ou querem atuar no mercado imobiliário,
estimular a pesquisa científica no segmento e lançar
publicações de interesse do setor são alguns
dos objetivos que deram origem à Universidade Secovi, uma
iniciativa do Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação
e Administração de Imóveis Comerciais e Residenciais
de São Paulo - Secovi-SP.
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mais:
Uma escola para o mercado imobiliário
Promover a formação
de profissionais que atuam ou querem atuar no mercado imobiliário,
estimular a pesquisa científica no segmento e lançar
publicações de interesse do setor são alguns
dos objetivos que deram origem à Universidade Secovi, uma
iniciativa do Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação
e Administração de Imóveis Comerciais e Residenciais
de São Paulo - Secovi-SP.
Com pouco mais
de um ano de atividades, a universidade tem bons motivos para comemorar:
1.850 alunos passaram pelos 57 cursos ministrados por mais de 60
instrutores - uma carga horária total de 989 horas.
"A universidade
foi planejada com a proposta de atender os profissionais do mercado
imobiliário, desde o que atua na área de desenvolvimento
urbano até a ponta final - o administrador de condomínio",
conta Cláudio Bernardes, pró-reitor da Universidade
Secovi.
Para desenvolver
nos profissionais a capacidade e o conhecimento exigido às
atividades imobiliárias, a universidade firmou convênios
dentro e fora do País, para aperfeiçoar o conteúdo
dos cursos. Entre estes convênios destacam-se os realizados
com as norte-americanas National Association of Realtors (NAR),
Institute of Real Estate Management (Irem), Urban Land Institute
(ULI), a espanhola Consejo General de Colégios de Administradores
de Fincas e Federação Internacional das Profissões
Imobiliárias (Fiabci). No Brasil, foram feitas parcerias
com a Fundação Armando Álvares Penteado (Faap)
e com o Senac-SP.
Com as instituições
internacionais são desenvolvidos cursos de atualização
e certificações além da organização
de eventos e visitas técnicas ao exterior. "Estas iniciativas
são oportunidades de capacitação, projeção
e até captação de investimentos", diz
Bernardes. Com a norte-americana ULI, por exemplo, será feita
uma conferência dirigida a investidores imobiliários
brasileiros e estrangeiros, que vai focalizar a perspectiva econômica
para o Brasil e América Latina, nos dias 27 e 28.
"O mercado
imobiliário tem a característica de agregar várias
carreiras - do zelador de um prédio ao administrador de condomínio",
diz o pró-reitor. A Universidade Secovi procura atender a
todas as demandas, desde cursos de aperfeiçoamento como técnica
de zeladoria; portaria e manutenção predial para edificações
residenciais a cursos de pós-graduação em negócios
imobiliários, desenvolvido em parceria com a Faap.
"Nossos
cursos são freqüentados por empresários, administradores
de empresas, economistas, engenheiros, arquitetos, corretores de
imóveis e até prefeitos que querem entender sobre
parcelamento de solo e desenvolvimento urbano." Os cursos são
abertos, mas os mais concorridos é dado prioridade aos associados
do Secovi.
Kátia
Pereira, gerente de cursos, destaca outra característica
pioneira da Universidade Secovi: a certificação de
atividade. O melhor exemplo, segundo ela, é o curso para
obtenção de certificado da Accredited Buyer Representative
(ABR). Inédita no Brasil, esta é a designação
profissional que mais evolui nos Estados Unidos e pode se tornar
um diferencial competitivo para empresas e profissionais, uma vez
que certifica pessoas especialmente capacitadas a representar compradores
de imóveis.
"Implantar
a Universidade Secovi não exigiu altos investimentos",
diz o pró-reitor. A nova sede do sindicato já foi
planejada prevendo espaço para uma escola. Os custos atuais,
segundo ele, são pequenos em relação aos benefícios
e restringem-se aos funcionários regulares - um diretor,
uma gerente, duas assistentes e uma estagiária. "Como
os cursos são pagos, as despesas de toda a organização
são absorvidas, porque a universidade não tem fins
lucrativos", explica Bernardes .
Um fato comum
às universidades corporativas é contarem com professores
acadêmicos e profissionais com experiência no mercado,
que transmitem conhecimentos adquiridos ao longo de suas carreiras.
"Estamos intensificando o treinamento para poder contar com
um corpo docente homogêneo", diz . "A universidade
está empenhada na preparação e treinamento
destes profissionais para serem professores e instrutores",
completa.
A universidade
dá atenção especial também à
área de relações internacionais, organizando
missões e visitas técnicas no Brasil e exterior. Como
complemento dessa atuação, traduz publicações
com a finalidade de aproximar o profissional brasileiro das melhores
práticas internacionais.
"Identificamos
a necessidade de literatura técnica e passamos a apoiar a
edição de publicações de profissionais
do mercado imobiliário", afirma Bernardes. A primeira
obra foi o livro "Como Lotear uma Gleba" de Vicente Celeste
Amadei e Vicente de Abreu Amadei, que trata de loteamentos e parcelamento
de solos. Também já foi editado "Direito do Trabalho
nos Condomínios", de Carlos Alexandre Cabral.
O próximo
empreendimento será estruturar um centro de dados geo-referenciado,
que vai trabalhar informações de pesquisa que já
estão sendo coletadas. Bernardes faz um exercício
de simulação para demonstrar como vai operar este
centro: "os dados serão detalhados sobre um mapa da
cidade desde a renda per capita de uma determinada região,
sua densidade demográfica, serviços instalados, lançamentos
imobiliários, entre outros." A idéia é
desenvolver uma metodologia para avaliação de lançamentos
de produtos imobiliários - residenciais ou comerciais - para
uso de empresas de incorporação. "Precisamos
instigar o desenvolvimento de metodologias através da pesquisa
científica contando com o suporte acadêmico formal."
Atender às
solicitações do interior de São Paulo e outros
estados é o próximo passo. O "e-learning"
- ensino a distância - já está em fase de elaboração,
com apoio de um instrutor virtual e ferramentas que permitem o gerenciamento
das ações do aluno. "O projeto é viabilizar
toda a grade de cursos para atender a profissionais de fora e os
que não disponham de tempo", diz o pró-reitor.
Em maio, representantes
do Secovi estiveram na Malásia - país onde está
sendo desenvolvida uma Universidade Virtual Mundial - participando
de um congresso da Fiabci. No evento, surgiu a possibilidade de
um convênio da Universidade Secovi com essa rede de ensino.
"Essa é a melhor forma de intercâmbio de conhecimentos.
Um profissional da Noruega que queira saber como se vendem imóveis
na América do Sul - ou vice-versa - poderá buscar
as informações neste canal de conhecimento",
diz Cláudio Bernardes, que vê ainda a possibilidade
de criação de cursos internacionais com maior freqüência.
O site
do sindicato traz informações sobre os próximos
cursos.
(Gazeta Mercantil
- 22/08/02)
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