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Temporários farão
a festa nos 450 anos de São Paulo
Os paulistanos
serão duplamente beneficiados com os 450 anos da cidade.
Além de gozar de rico calendário preparado para 2004,
poderão faturar um emprego. A data promete mobilizar o setor
de serviços e aquecer o mercado de trabalho. Contratações
temporárias serão o carro-chefe.
Leia
mais:
- Temporários farão a festa nos 450 anos
de São Paulo
- Temporário deve ficar atento aos seus direitos
- Cidade em obras irá gerar 45,8 mil vagas temporárias
- Mercadão ganha restaurantes
- Turista trará R$ 2 bi extras
Temporários farão a festa nos 450 anos de São
Paulo
Os paulistanos
serão duplamente beneficiados com os 450 anos da cidade.
Além de gozar de rico calendário preparado para 2004,
poderão faturar um emprego. A data promete mobilizar o setor
de serviços e aquecer o mercado de trabalho. Contratações
temporárias serão o carro-chefe.
Embora não
arrisque estimativas, o secretário municipal do Trabalho,
Marcio Pochmann, crê em aumento do nível de ocupação
e de renda dos trabalhadores com as festividades, distribuídas
ao longo do próximo ano.
O calendário
de aniversário inclui eventos tradicionais, como Carnaval
e Fórmula 1, 110 feiras de negócios que acontecem
anualmente e centenas de projetos culturais.
"O calendário
tradicional de São Paulo está sendo reforçado",
diz Celso Marcondes, presidente do Anhembi e do Comitê Municipal
São Paulo 450 anos, composto por 151 entidades e pelos governos
estadual e municipal, que deliberam a programação.
Entre os destaques,
estão o 3º Fórum Mundial da Educação
(1º/4 a 4/4), a Conferência das Nações
Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (13/6 a 18/6)
e o Fórum Cultural Mundial (26/6 a 4/7), com sede no Anhembi.
As comemorações
se estendem ainda a tradicionais bairros da cidade. Um bolo de 450
metros será o presente do bairro do Bixiga, e a Mooca planeja
criar um festival de inverno em julho.
Além
do espírito de festa, a cidade ganhará cara nova.
A reforma do Mercado Municipal, o restauro da estação
da Luz e a criação do Museu da Cidade são algumas
das obras esperadas, que, ao todo, devem gerar mais de 45 mil postos,
segundo prevê a Prefeitura de São Paulo.
A sinergia contempla
ainda projetos sociais. Após aulas de história da
arte, Mara Bispo de Souza, 18, aprendeu na prática a pintar
obras de artistas brasileiros em murais. "Todo mundo só
quer pichar. Ninguém pensa em fazer um negócio legal
para o bem da cidade", pondera ela, que recebe R$ 176 por mês
para integrar projeto do Bolsa Trabalho vinculado aos 450 anos.
O turismo é
outro segmento que pegará carona com os festejos. Operadoras
e agências de turismo usarão os eventos para atrair
visitantes.
O potencial
de crescimento é vasto. Para Denise Battistini, diretora
de turismo do Anhembi, a infra-estrutura de cultura e de lazer da
capital será melhor aproveitada com a formatação
de roteiros turísticos. O setor hoteleiro, por exemplo, já
prepara pacotes com o tema "SP 450 anos a R$ 450".
Para tornar
São Paulo ainda mais atrativa, associações
varejistas e empresas de serviços planejam promover em janeiro
um "festival de descontos".
(Folha de
S. Paulo – 21/12/03)
Temporário deve ficar atento aos seus direitos
Trabalhador
temporário é aquele que presta serviço para
atender a uma necessidade transitória de substituição
de pessoal regular ou a um acréscimo inesperado de serviços.
Isso não
quer dizer, no entanto, que não tenha seus direitos. Ele
pode - e deve - ter remuneração equivalente à
recebida pelos empregados da mesma categoria na empresa tomadora
do serviço. Sua jornada é de oito horas, e as horas
extras devem ser remuneradas com acréscimo de 20%.
Esse trabalhador
tem os mesmos direitos que os regulares, como férias proporcionais,
repouso semanal remunerado, adicional por trabalho noturno, 13º
salário e fundo de garantia. As únicas exceções
são com relação ao recebimento da multa de
40% sobre o FGTS e ao aviso prévio.
João
Rodrigues Canada Filho, vice-presidente-executivo do grupo Foco,
aconselha quem está atrás de um cargo provisório
a acompanhar os jornais e a mandar currículos para agências
de seleção de temporários.
A dica para,
mais tarde, ser efetivado no cargo é ser um "funcionário
exemplar". "Quando o contrato temporário estiver
vencendo, se abrir uma vaga na empresa, ela vai olhar para quem
fez um bom trabalho."
A boa notícia
é que a seleção, no caso dos temporários,
tende a ser mais rápida. "A contratação
tem mais urgência", afirma Felipe Kaufmann, sócio
da JJ Assessoria.
(Folha de
S. Paulo – 21/12/03)
Cidade em obras irá gerar 45,8 mil vagas temporárias
As obras pelas
quais a cidade de São Paulo está passando ou vai passar
em razão de seus 450 anos deverão gerar 45,8 mil vagas
temporárias de emprego até o encerramento das comemorações,
no final de 2004. A projeção, da prefeitura, contempla
projetos contratados pela administração municipal
e parcerias com a iniciativa privada.
O número
parece exagerado, mas não é à toa. A cidade
virou, neste fim de ano, um canteiro de obras. A maior parte delas
foca a revitalização do centro - como a reurbanização
do corredor cultural (trecho entre a biblioteca Mário de
Andrade e o Teatro Municipal) e de várias praças,
além dos restauros de prédios na região da
Sé, da estação da Luz e do Mercado Municipal-,
gerando cerca de 13 mil colocações.
Só na
reforma das fachadas da estação da Luz, por exemplo,
trabalham hoje 109 pessoas. Mas a obra - a cargo do governo do Estado
e da Fundação Roberto Marinho - terá várias
etapas, que criarão mais postos.
A construção
de um túnel subterrâneo ligando o metrô aos trens
metropolitanos está em fase de acabamento, para a qual há
200 oportunidades abertas. A obra termina na metade de 2004.
O projeto de
restauração do chamado Quadrilátero da Sé
- quatro edifícios históricos pertencentes à
Caixa Econômica Federal - tem cerca de 60 vagas abertas para
as obras de três dos prédios, já licitadas.
Mas o trabalho, altamente especializado, será oferecido a
uma equipe já treinada, pois o prazo da obra é curto,
e o tempo seria insuficiente para treinar um novo quadro.
A idéia
é que pelo menos um dos prédios, o da rua Roberto
Simonsen, esteja pronto até 25 de janeiro. O edifício
permanecerá, no entanto, com uma parte sem restauro, para
mostrar aos visitantes o contraste com a porção reformada
e chamar a atenção para a importância do trabalho
do restaurador.
"Nosso
mercado de trabalho é difícil, faltam profissionais
qualificados", afirma Gabriela Kozlowski, arquiteta responsável
pelas obras, que diz sempre procurar treinar novos especialistas.
A reurbanização
de algumas ruas comerciais também vai empregar muita gente.
A obra da rua João Cachoeira (Itaim Bibi) foi a primeira,
concluída no início de dezembro, com 130 trabalhadores.
Em 2004, estão previstas as mesmas reformas em outras dez
ruas, incluindo 25 de Março, rua do Gasômetro, Joaquim
Nabuco e Santa Ifigênia, gerando ao todo 1.300 colocações,
segundo o arquiteto Mauro Scazufca, da Comissão de Implementação
de Intervenções em Ruas Comerciais. Mas essas obras
ainda aguardam licitação.
(Folha de
S. Paulo – 21/12/03)
Mercadão ganha restaurantes
Uma das maiores
obras com a chancela dos 450 anos é a reformulação
do Mercado Municipal. Já em andamento com 80 funcionários,
ela deve empregar ainda outras 300 pessoas para as próximas
fases, entre ajudantes de obra e engenheiros (nem todas estarão
disponíveis ao mercado, pois algumas empreiteiras têm
grupos definidos de colaboradores). A reforma faz parte do Ação
Centro, projeto de recuperação da região que
prevê 130 iniciativas.
Inaugurado em
25 de janeiro de 1933, o Mercadão tem 12,6 mil metros de
área construída e 1.600 funcionários. São
vendidas diariamente 350 toneladas de alimentos a uma média
de 14 mil visitantes.
Sua reformulação
estará concluída até maio de 2004, segundo
a Semab (Secretaria Municipal de Abastecimento). O projeto prevê
a construção de restaurantes representativos das principais
colônias de imigrantes e a instalação de uma
passarela de vidro de 160 metros, ligando o mercado ao pátio
do Palácio das Indústrias, que deixará de sediar
a prefeitura para abrigar o Museu da Cidade.
(Folha de
S. Paulo – 21/12/03)
Turista trará R$ 2 bi extras
O aniversário
de São Paulo deverá atrair entre 1 milhão e
1,5 milhão de turistas a mais para a cidade em 2004, segundo
previsões da Abav-SP (Associação Brasileira
das Agências de Viagem) e da Braztoa (Associação
Brasileira das Operadoras de Turismo).
Roberto Gheler,
do São Paulo Convention & Visitors Bureau, estima que
até 8 milhões de visitantes desembarquem em São
Paulo no próximo ano. "Um adicional de 1 milhão
de turistas gera 55 mil empregos", calcula.
Para a Abav-SP,
a receita de captação pode aumentar 25%, ou R$ 2 bilhões,
caso a estimativa seja confirmada.
Para potencializar
os ganhos, empresários das áreas gastronômica,
hoteleira, cultural e de turismo se uniram para formatar pacotes
turísticos voltados à capital. Mais de 20 operadoras
e agências de turismo estão engajadas.
Um dos reflexos
já é sentido nas próprias agências: o
nicho de guias de turismo especializados na cidade abrirá
diversas vagas, ainda que não seja possível quantificá-las
por enquanto.
O salário
varia, mas pode chegar a R$ 200 por dia ou por tour. As perspectivas
são boas para guias com fluência em línguas
estrangeiras, como o chinês. "A procura é grande",
atesta a chinesa Zhong Weili, 35, que atua há três
anos como guia e como intérprete exclusiva de executivos
chineses.
O novo hotel
Holiday Inn Parque Anhembi absorverá mais de 200 profissionais.
A obra será entregue no aniversário, mas só
começará a funcionar cerca de 45 dias após
a data. Na esteira das comemorações, bares e restaurantes
também contratarão temporários. Percival Maricato,
diretor da Associação de Bares e Restaurantes Diferenciados,
estima que serão criados, pelo menos, 10 mil postos.
(Folha de
S. Paulo – 21/12/03)
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