Disputa por vaga de trainee é mais acirrada que vestibular

A taxa de desemprego entre jovens de 16 e 24 anos é duas vezes maior do que na população em geral e a batalha no mercado de trabalho é tão acirrada quanto no vestibular. Por isso, a procura por vagas nos programas de trainee das grandes empresas aumenta a cada ano. A Ford, por exemplo, nem concluiu seu processo de seleção para o programa de trainee e já recebeu o dobro de currículos do ano passado, quando 23 mil jovens se candidataram.

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Associação lança bolsa de emprego na Internet

A Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos) lançou uma Bolsa de Empregos disponível pela Internet, onde profissionais que procuram por emprego poderão cadastrar seus currículos, enquanto fabricantes de máquinas e equipamentos poderão divulgar suas vagas.

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No ABN Amro, 26 mil jovens disputam 40 vagas de trainee

Com o desemprego em alta, quem leva a pior são os jovens. De cada dois jovens com idades entre 16 e 24 anos, um não tem emprego. A taxa de desemprego nessa camada é duas vezes maior do que na população em geral e a batalha no mercado de trabalho é tão acirrada quanto o vestibular. Com isso, a cada ano aumenta a procura por vagas nos programas de trainee das grandes empresas. A Ford, por exemplo, nem concluiu seu processo de seleção para o programa de trainee deste ano e já recebeu o dobro de currículos do ano passado, quando 23 mil jovens se candidataram.

No banco ABN Amro, a procura por uma das 40 vagas do programa de trainee saltou de 5 mil, em 2002, para mais de 26 mil candidatos este ano – uma concorrência de 650 por vaga. A diretora de Recursos Humanos do ABN, Lilian Guimarães, diz que a procura surpreendeu o banco e atribui o fenômeno a uma maior visibilidade da instituição no mercado e a mudanças nos critérios para a admissão do candidato. “Estamos selecionando os futuros líderes do banco”, diz ela.

Segundo uma pesquisa feita pelo secretário de Desenvolvimento, Trabalho e Solidariedade de São Paulo, Marcio Pochmann, 3,7 milhões de jovens estão excluídos do mercado formal de trabalho, o que representa quase 50% dos desempregados do País. De acordo com o secretário de Políticas Públicas de Emprego do Ministério do Trabalho, Remígio Todeschini, 2,2 milhões desses jovens são de famílias com renda per capita de até meio salário mínimo.

São justamente os jovens de famílias de baixa renda que o Programa Primeiro Emprego, do Ministério do Trabalho, elege como prioridade. Aprovado na quinta-feira passada na Comissão de Assuntos Sociais do Senado, o projeto deve ser submetido ao plenário do Senado esta semana e depois seguir para ser sancionado.

O programa oferece incentivos para as empresas contratarem jovens. Empresas com faturamento de até R$ 1,2 milhão receberão um benefício mensal durante um ano de R$ 200 por jovem empregado e as de faturamento maior receberão R$ 100 mensais pelo mesmo período. “Nosso alvo são as micro e pequenas empresas”, diz Todeschini. O programa tem a meta de inserir 260 mil dessa parcela de 2,2 milhões de jovens no mercado de trabalho até dezembro de 2004.

(O Estado de S. Paulo – 23/09/03)

   

Abimaq lança bolsa de emprego

Com o intuito de diminuir os efeitos negativos do desemprego, a Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos) lançou uma Bolsa de Empregos disponível pela Internet.

Aberta a todos os interessados, sem distinção de cargo ou área de atuação, o serviço atenderá gratuitamente em duas funções. A primeira vai permitir o cadastramento do candidato a uma vaga e a segunda, possibilitará aos fabricantes de máquinas e equipamentos fazer consultas aos currículos cadastrados, bem como anunciar vagas disponíveis.

"Esperamos que o serviço não tenha limitações e seja abrangente a ponto de envolver o maior número possível de interessados. Estamos tomando essa iniciativa pelo caráter social. O desemprego afeta a dignidade do trabalhador", afirma o presidente da Abimaq, Luiz Carlos Delben Leite e acrescenta, "Estamos lançando um serviço que fará a ligação entre o trabalhador e a empresa, facilitando assim, a contratação de mão-de-obra."

Os interessados poderão incluir seus currículos na bolsa de empregos por meio do preenchimento padronizado de um formulário, além da assinatura de um termo de responsabilidade pelas informações prestadas. A partir do cadastramento, por meio do site www.abimaq.org.br , bastará digitar o número do CPF para que o currículo seja enviado ao departamento de recrutamento e seleção da empresa interessada, para concorrer a uma vaga específica.

(Diário de S. Paulo – 23/09/03)

   
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