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Mudança de setor privado para público requer planejamento
Estabilidade
de um lado, pressão por resultado e competitividade crescentes
do outro. Colocados esses fatores na balança, tem-se parte
da razão pela qual muitos profissionais abandonam carreiras
promissoras em empresas privadas para trabalhar para o governo.
É o caso
da arquiteta Renata Rezende, 29. Depois de trabalhar dois anos na
Itália e desenvolver diversos projetos no Brasil, ela optou
por um emprego na Prefeitura de São Paulo. "A estabilidade
pesou no início. Mas, hoje, vejo outras vantagens no setor
público, como não levar trabalho para casa, ter tempo
para estudar e viver menos estressada", conta.Rezende prestou
concurso há dois anos, mas foi chamada para a vaga há
apenas um mês. "Ainda estou em fase de adaptação.
O ritmo de trabalho
é diferente, a flexibilidade no desempenho das funções
é menor. Creio que isso seja necessário para administrar
uma cidade do tamanho de São Paulo", analisa, ressaltando
que ter a oportunidade de contribuir para a melhoria do município
é um grande fator de motivação.
Há ainda
quem sonhe com a carreira pública mesmo antes de estrear
no mercado de trabalho. A estudante Tarcila Santos, 21, é
um exemplo. "A estabilidade é muito atrativa."Ao
avaliar a possibilidade de atuar no setor público, no entanto,
é preciso tomar cuidado.
De acordo com
o professor Cláudio Salvadori Dedecca, da Unicamp, é
necessário pensar a carreira no longo prazo para não
se decepcionar mais tarde. "Uma promoção pode
demorar mais de dez anos", ressalta.Segundo o psicólogo
Fabiano Fonseca, da USP, também é importante "conseguir
lidar com a frustração de não colocar em prática
o que foi objeto de estudo durante anos na faculdade".
ONDE OBTER AJUDA
- Serviço de Orientação Profissional da USP
Telefone: 0/xx/11/3091-4174
(Folha de S.Paulo – 29/05/06)
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