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ONG britânica irá aplicar exames profissionais no Brasil
Os brasileiros
agora vão poder pleitear um certificado de qualificação
profissional, com validade internacional e aceito por empresas de
vários cantos do mundo, sem precisar sair do país.
A ONG britânica City and Guilds, responsável por esta
certificação em mais de 100 países, irá
cumprir a partir deste ano esta função também
no Brasil.
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ONG britânica irá aplicar exames profissionais no Brasil
Os brasileiros
agora vão poder pleitear um certificado de qualificação
profissional, com validade internacional e aceito por empresas de
vários cantos do mundo, sem precisar sair do país.
A ONG britânica City and Guilds, responsável por esta
certificação em mais de 100 países, a partir
deste ano, irá cumprir esta função também
no Brasil.
A organização
sem fins lucrativos já estava operando em solo brasileiro
desde março de 2002, com a divisão City & Guilds
Pitman Qualifications, que responde exclusivamente pela qualificação
do conhecimento da língua inglesa. Agora, com a chegada divisão
City and Guilds, focada na qualificação para o mercado
de trabalho, o objetivo é atingir estagiários, trainees,
plenos e sêniores interessados em dar um "up grade"
no currículo profissional.
O CEO da City
and Guilds, Michael Swan diz a organização decidiu
ampliar seu âmbito de atuação no Brasil por
se tratar de um país com uma grande população
de jovens com menos de 25 anos. "Nosso público alvo
está justamente entre os 16 e 22 anos de idade", diz.
Outro motivo que fez a ONG investir US$ 825, 6 mil na montagem da
operação brasileira, foi o fato do país ter
atraído nos últimos anos várias companhias
estrangeiras. "Existem muitas subsidiárias de multinacionais
que já utilizam a nossa certificação para obter
uma mão-de-obra mais qualificada em suas matrizes",
explica.
Com quase 120
anos de existência, a City and Guilds é responsável
por mais de 50% dos exames de qualificações vocacionais
aplicados no Reino Unido. Lá estabeleceu parcerias com 35%
das empresas líderes em seus setores. Atuando em 100 países,
ela emite anualmente mais de um milhão de certificados. Sua
qualificação é hoje reconhecida por 70 universidades.
A ONG opera
hoje com 600 funcionários fixos e seu faturamento está
em torno de US$ 78 milhões anuais. Nos últimos cinco
anos, a organização tem investido mais pesado em sua
expansão internacional. "Entramos na China, na Índia
e estamos apostando no Brasil como um país estratégico
para o nosso crescimento na América do Sul", diz Swan.
Em cada país,
a ONG antes de montar um escritório oficial (só existem
12 no Reino Unido e 7 no exterior), estabelece parcerias com agentes
locais. No Brasil, existem 40 centros que já foram credenciados
em São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Paraná,
entre outras regiões, em razão da implantação
do City And Guilds Pitman. Nesta nova fase, novas parcerias serão
bem-vidas. E é para atrair novos interessados que Swan veio
esta semana ao Brasil.
Para que uma
associação, instituição de ensino ou
companhia se torne um centro credenciado e possa aplicar os exames,
eles precisarão fazer um investimento inicial de US$ 247
que a habilitará a aplicação da prova teórica
e quem quiser aplicar também a prova prática, para
áreas em que ela seja necessária, desembolsará
mais US$ 165. "O processo começa com o preenchimento
de um formulário que segue para Londres, depois o interessado
receberá a visita de um auditor e deve terminar em dois meses",
explica Marina Racy, representante da ONG para São Paulo.
Swan diz que
algumas empresas preferem se tornar parceiras para poderem aplicar
o exame de qualificação em suas sedes. "Muitas
delas usam a certificação como um critério
seletivo para contratações, manutenção
de vagas ou reconhecimento de equipe", diz.
O profissional
que decidir buscar sozinho a qualificação em um dos
centros credenciados da City and Guilds, irá pagar entre
US$ 18 e US$ 50 pelo exame. O valor varia de acordo com a área
escolhida. A certificação da City and Guilds abrange
500 qualificações profissionais ,em 22 carreiras diferentes,
como na área de engenharia, construção civil,
tecnologia da informação, administração,
entre outras. O domínio do idioma inglês, pelo menos
básico, é necessário. "No futuro pretendemos
traduzir os exames também para o português", avisa
o CEO.
Mais informações
no site: www.cityandguilds.co.uk
(Valor -
06/02/03)
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