Ipea divulga resultado da pesquisa sobre investimento social das empresas no Brasil

De acordo com os resultados de uma pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada Ipea), 59% das empresas brasileiras estão, de alguma forma, desenvolvendo ações em benefício da comunidade. O estudo revelou que foram investidos cerca de R$ 4,7 bilhões em projetos sociais em 2000. Apesar de expressivo, o valor corresponde a apenas 0,4% do PIB do País.

Leia mais:
- Empresas investiram R$ 4,7 bi na área social em 2000
- Ipea divulga resultados nacionais da atuação social das empresas

 Shopping cede área para exposição de entidades
 ONGs querem dar nota a projetos de meio ambiente realizados no Brasil
 Defender os direitos humanos no Brasil é perigoso, alertam ONGs
 Crescem os investimentos privados no Social
 Crescimento do Terceiro Setor é maior do que esperado
 
 
 

 

 

 

 

 

 

 

 

Empresas investiram R$ 4,7 bi na área social em 2000

Em 2000, as empresas brasileiras investiram R$ 4,7 bilhões na área social, incluindo desde doações até projetos melhor estruturados de atendimento à comunidade. Esse é um dos resultados de um estudo realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que será divulgado oficialmente nesta terça-feira (04/06).

O estudo revela, em nível nacional, o perfil do investimento e da atuação social das empresas. Já foram apresentados, ao longo dos últimos três anos, os resultados para cada uma das cinco regiões do País. "Esses dados comprovam que há uma injeção de recursos privados na área social, porém com fins públicos", analisa a coordenadora-geral da pesquisa, Anna Maria Peliano. Ela é a responsável pelos estudos regionais.

Segundo a pesquisa, 59% das empresas brasileiras têm algum tipo de atuação social. Em geral, as empresas mantêm projetos e ações voltadas para os funcionários ou para a comunidade da região onde estão instaladas.

O levantamento mostra ainda que não existe muita diferença no comportamento dos empresários dos diferentes setores da economia. No comércio, 61% das empresas dão algum tipo de contribuição para a comunidade. No segmento industrial, a participação é de 60% e, no setor de serviços, 58%. Os índices de participação mais baixos foram registrados na agricultura (45%) e na construção civil (35%).

Na Região Sudeste, cerca de 300 mil empresas realizam algum tipo de ação social para a comunidade. A maior parte delas fica no Estado de São Paulo (59%). Em geral, elas são de pequeno porte (53%) e do setor comercial (52%). Outras 200 mil empresas dedicam-se a ações para seus funcionários e para a comunidade. As áreas que prevalecem são a de assistência social e a de alimentação.

Mas as empresas de grande porte também se dedicam às ações sociais: 42% das empresas de maior porte apoiam programas de assistência à comunidade, aponta o levantamento do Ipea na Região Sudeste. Outro dado da pesquisa é a intenção de ampliar o atendimento: em geral, as empresas vinculam o aumento do atendimento com o crescimento da companhia.

(Agência Estado - 04/06/02)

Ipea divulga resultados nacionais da atuação social das empresas

A maior parte do setor privado brasileiro está envolvida de alguma forma com a área social. De acordo com os resultados finais da Pesquisa Ação Social das Empresas, realizada pelo Ipea, 59% das empresas do País desenvolvem ações em benefício da comunidade. São cerca de 465 mil empresas, com um ou mais empregados, que dão sua contribuição, seja fazendo doações eventuais a pessoas carentes ou desenvolvendo projetos mais estruturados. O investimento realizado atingiu R$ 4,7 bilhões em 2000. Apesar de expressivo, o valor corresponde a apenas 0,4% do PIB do País.

De acordo com a coordenadora-geral da Pesquisa, Anna Maria Peliano, "esses dados comprovam que há uma injeção de recursos privados na área social, porém com fins públicos". E as perspectivas de crescimento desse envolvimento são animadoras, pois 39% dos entrevistados declaram que pretendem ampliar sua participação no futuro próximo.

A atuação da iniciativa privada tem variações em cada uma das regiões, mas é sempre significativa. Os dados nacionais mostram que o maior percentual de empresas atuantes no campo social está no Sudeste, onde 67% têm algum tipo de envolvimento para além de seus muros. Mas em todas as regiões pelo menos cerca de 50% dos empresários dão sua contribuição para a melhoria das condições de vida das populações a sua volta.

Como era de se esperar, analisando-se o porte dos empreendimentos, o envolvimento é maior entre as grandes empresas (88%). No entanto, surpreende a contribuição dos micro e pequenos negócios: 54% das empresas com um a dez empregados e 69% das com 11 a 100 trabalhadores beneficiam comunidades carentes.

Quando se analisa a participação por setores econômicos, a diferença é pequena. No comércio, 61% das empresas atuam na área social, na indústria, 60%, e no setor de serviços, 58%. Os menores percentuais são registrados na agricultura (45%) e construção civil (35%).

Mas o que motiva as empresas a se envolver com a área social? Os resultados do levantamento mostram que independentemente da localização, porte ou setor de atividade econômica, a principal motivação é a filantropia: 76% das empresas declaram realizar atividades sociais por razões humanitárias e elegem as áreas de assistência social (54%) e de alimentação (41%) como prioritárias, sendo que a maioria (62%) se volta para o grupo infantil. De acordo com Anna Peliano, tal resultado parece confirmar que, na visão dos empresários, esse grupo etário é o mais vulnerável e o que necessita de uma maior assistência.

Este é o primeiro retrato nacional da atuação da iniciativa privada brasileira na área social e, segundo os técnicos do Ipea, os dados poderão contribuir para orientar as ações do setor privado, do terceiro setor e do governo, possibilitando uma atuação mais eficaz no combate às carências de grande parte da população.

(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada -www.ipea.gov.br)