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Empresas investiram R$ 4,7 bi
na área social em 2000
Em 2000, as
empresas brasileiras investiram R$ 4,7 bilhões na área
social, incluindo desde doações até projetos
melhor estruturados de atendimento à comunidade. Esse é
um dos resultados de um estudo realizado pelo Instituto de Pesquisa
Econômica Aplicada (Ipea), que será divulgado oficialmente
nesta terça-feira (04/06).
O estudo revela,
em nível nacional, o perfil do investimento e da atuação
social das empresas. Já foram apresentados, ao longo dos
últimos três anos, os resultados para cada uma das
cinco regiões do País. "Esses dados comprovam
que há uma injeção de recursos privados na
área social, porém com fins públicos",
analisa a coordenadora-geral da pesquisa, Anna Maria Peliano. Ela
é a responsável pelos estudos regionais.
Segundo a pesquisa,
59% das empresas brasileiras têm algum tipo de atuação
social. Em geral, as empresas mantêm projetos e ações
voltadas para os funcionários ou para a comunidade da região
onde estão instaladas.
O levantamento
mostra ainda que não existe muita diferença no comportamento
dos empresários dos diferentes setores da economia. No comércio,
61% das empresas dão algum tipo de contribuição
para a comunidade. No segmento industrial, a participação
é de 60% e, no setor de serviços, 58%. Os índices
de participação mais baixos foram registrados na agricultura
(45%) e na construção civil (35%).
Na Região
Sudeste, cerca de 300 mil empresas realizam algum tipo de ação
social para a comunidade. A maior parte delas fica no Estado de
São Paulo (59%). Em geral, elas são de pequeno porte
(53%) e do setor comercial (52%). Outras 200 mil empresas dedicam-se
a ações para seus funcionários e para a comunidade.
As áreas que prevalecem são a de assistência
social e a de alimentação.
Mas as empresas
de grande porte também se dedicam às ações
sociais: 42% das empresas de maior porte apoiam programas de assistência
à comunidade, aponta o levantamento do Ipea na Região
Sudeste. Outro dado da pesquisa é a intenção
de ampliar o atendimento: em geral, as empresas vinculam o aumento
do atendimento com o crescimento da companhia.
(Agência
Estado - 04/06/02)
Ipea
divulga resultados nacionais da atuação social das
empresas
A maior parte
do setor privado brasileiro está envolvida de alguma forma
com a área social. De acordo com os resultados finais da
Pesquisa Ação Social das Empresas, realizada pelo
Ipea, 59% das empresas do País desenvolvem ações
em benefício da comunidade. São cerca de 465 mil empresas,
com um ou mais empregados, que dão sua contribuição,
seja fazendo doações eventuais a pessoas carentes
ou desenvolvendo projetos mais estruturados. O investimento realizado
atingiu R$ 4,7 bilhões em 2000. Apesar de expressivo, o valor
corresponde a apenas 0,4% do PIB do País.
De acordo com
a coordenadora-geral da Pesquisa, Anna Maria Peliano, "esses
dados comprovam que há uma injeção de recursos
privados na área social, porém com fins públicos".
E as perspectivas de crescimento desse envolvimento são animadoras,
pois 39% dos entrevistados declaram que pretendem ampliar sua participação
no futuro próximo.
A atuação
da iniciativa privada tem variações em cada uma das
regiões, mas é sempre significativa. Os dados nacionais
mostram que o maior percentual de empresas atuantes no campo social
está no Sudeste, onde 67% têm algum tipo de envolvimento
para além de seus muros. Mas em todas as regiões pelo
menos cerca de 50% dos empresários dão sua contribuição
para a melhoria das condições de vida das populações
a sua volta.
Como era de
se esperar, analisando-se o porte dos empreendimentos, o envolvimento
é maior entre as grandes empresas (88%). No entanto, surpreende
a contribuição dos micro e pequenos negócios:
54% das empresas com um a dez empregados e 69% das com 11 a 100
trabalhadores beneficiam comunidades carentes.
Quando se analisa
a participação por setores econômicos, a diferença
é pequena. No comércio, 61% das empresas atuam na
área social, na indústria, 60%, e no setor de serviços,
58%. Os menores percentuais são registrados na agricultura
(45%) e construção civil (35%).
Mas o que motiva
as empresas a se envolver com a área social? Os resultados
do levantamento mostram que independentemente da localização,
porte ou setor de atividade econômica, a principal motivação
é a filantropia: 76% das empresas declaram realizar atividades
sociais por razões humanitárias e elegem as áreas
de assistência social (54%) e de alimentação
(41%) como prioritárias, sendo que a maioria (62%) se volta
para o grupo infantil. De acordo com Anna Peliano, tal resultado
parece confirmar que, na visão dos empresários, esse
grupo etário é o mais vulnerável e o que necessita
de uma maior assistência.
Este é
o primeiro retrato nacional da atuação da iniciativa
privada brasileira na área social e, segundo os técnicos
do Ipea, os dados poderão contribuir para orientar as ações
do setor privado, do terceiro setor e do governo, possibilitando
uma atuação mais eficaz no combate às carências
de grande parte da população.
(Instituto
de Pesquisa Econômica Aplicada -www.ipea.gov.br)
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