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Vencedores do Prêmio Valor Social recebem homenagem

A terceira edição do Prêmio Valor Social chega hoje ao final com a premiação de nove empresas. Os projetos desenvolvidos por essas companhias foram escolhidos entre 99 trabalhos inscritos, num processo iniciado em 22 de maio e encerrado em 22 de setembro, com a computação de 33.750 votos.

Leia mais
- Vencedores do Prêmio Valor Social recebem homenagem hoje à noite
- Redução de filas é valorizada
- Projetos para a comunidade concentram a atenção
- Ações variadas de preservação
- Usiminas e Real ABN Amro dividem grande prêmio
- Público interno tem voz ativa
- Franquia investe em jovens

   

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Vencedores do Prêmio Valor Social recebem homenagem hoje à noite

A terceira edição do Prêmio Valor Social - uma iniciativa do jornal Valor que pretende multiplicar as práticas de responsabilidade social no mundo corporativo - chega hoje ao final com a premiação de nove empresas: Banco Bradesco, Banco Itaú, Banco Real ABN Amro, BankBoston, BS Colway, Mundo Verde, Nestlé, Seara, Usiminas.

Os projetos desenvolvidos por essas companhias foram escolhidos entre 99 trabalhos inscritos, num processo iniciado em 22 de maio e encerrado em 22 de setembro, com a computação de 33.750 votos enviados pelos leitores e a realização de um encontro de especialistas em terceiro setor, que apontaram por consenso os trabalhos que consideram exemplares (veja quadro).

Para garantir a diversidade dos participantes e mostrar que uma gestão socialmente responsável pode ser adotada por companhias de diferentes portes e segmentos de atuação, o prêmio Valor Social é concedido em seis categorias. São elas: relações com a comunidade, respeito ao consumidor, respeito ao meio ambiente, qualidade do ambiente de trabalho, micro e pequenas empresas e grande prêmio, para as companhias que desenvolvem programas em várias frentes .

A participação dos leitores é uma constante em todo o processo. As inscrições são feitas a partir de indicações do público. As empresas apontadas mandam, então, os projetos, que são analisados nas diferentes categorias. A partir daí é feita a seleção dos finalistas - três por categoria - por um júri selecionado pelo Instituto Ethos de Responsabilidade Social, que dá apoio técnico à iniciativa em conjunto com o Instituto Akatu, entidade voltada à promoção do consumo consciente. Nesta terceira edição do prêmio, 29 jurados, especialistas nos diferentes temas contemplados, estiveram envolvidos na seleção dos finalistas.

Os 18 projetos escolhidos foram então alvo de reportagens em uma edição especial do suplemento Empresa & Comunidade, suplemento mensal do Valor dedicado à responsabilidade social corporativa. A escolha dos vencedores foi feita em dois fóruns: o universo de leitores do Valor e um júri de especialistas, selecionado pelo Instituto Ethos (jornalistas, líderes de ONGs e acadêmicos).

Com base nos relatos das iniciativas das empresas finalistas publicados pelo jornal, os leitores e o júri definiram os vencedores. Para apontar seus preferidos, o público dispôs de duas alternativas: cédulas publicadas pelo jornal ou voto no site do Valor Online , onde também estavam disponíveis as íntegras dos trabalhos.

Na etapa final, o júri de especialistas reuniu: Betty Abramowicz (Akatu), Claudio Boechat (Fundação Dom Cabral), Elizabeth de Melo Rico (PUC/SP), Fernanda Gabriela Borger (FEA/USP), Gilberto Nascimento (Instituto Ethos), Helio Santos (Universidade São Marcos), Leno F. Silva (Instituto Ethos), Patricia Cunninghan (USP), Renata Borges (Editora Peirópolis), Renata Toledo (Ibens), Roberto Galassi Amaral (Universidade São Judas Tadeu) e Roberto Souza Gonzalez (Corp Brasil).

Eles foram responsáveis pela escolha das vencedoras, com base em critérios que prevêem que as participantes devem demonstrar que adotam em relação aos temas propostos pelo prêmio uma abordagem abrangente, com ações integradas aos seus sistemas de gestão e orientadas por resultados. A qualidade dos finalistas e a conseqüente dificuldade em apontar um vencedor levaram o júri de especialistas a sugerir a criação de uma menção honrosa para os projetos que apesar de não serem os vencedores são também exemplares, proposta que será avaliada na próxima edição do prêmio.

(Valor - 14/10/03)

   

Redução de filas é valorizada

Leitores do jornal e integrantes do júri de especialistas fizeram uma escolha unânime na categoria "Respeito ao consumidor" da edição 2003 do Prêmio Valor Social ao apontar o Banco Bradesco como vencedor. A instituição financeira foi escolhida por um programa para aprimorar o atendimento nas agências. Foram as sucessivas queixas dos clientes sobre o tempo perdido nas filas dos caixas que levaram o Bradesco a implantar uma ação especial.

As iniciativas para reduzir o desgaste dos consumidores com a espera incluíram a ocupação de todos os caixas, a recapacitação dos funcionários do pré-atendimento e o remanejamento do pessoal - um intensivo programa de treinamento que custou R$ 48,9 milhões em 2002. A "despoluição" das agências, com a retirada dos supérfluos também ajudou, liberando espaços. Elogios, reclamações, sugestões ou críticas de clientes a qualquer serviço do Bradesco nunca ficam sem resposta.

Foi um cliente com deficiência visual quem sugeriu o desenvolvimento do software que permite aos cegos acesso às contas com a privacidade a que qualquer cliente tem direito. O sistema virtual vision foi colocado à disposição em 1998 e o Bradesco é o único banco brasileiro a oferecer tal serviço.

(Valor - 14/10/03)

   

Projetos para a comunidade concentram a atenção

As relações com a comunidade, aspecto de maior visibilidade no campo da responsabilidade social, foram o tema mais popular da terceira edição do Prêmio Valor Social, com 50 inscrições de companhias de diferentes portes. Após uma concorrida seleção, foram apontados como vencedores projetos desenvolvidos por duas grandes empresas em áreas fundamentais para o desenvolvimento do país: educação, alvo do Programa Escrevendo o Futuro, do Itaú, e alimentação, foco do projeto Nutrir, desenvolvido pela Nestlé.

Apontado pelos leitores como o melhor trabalho na categoria relações com a comunidade, o Nutrir, da Nestlé, foi iniciado muito antes que a idéia "Fome Zero" ganhasse a mídia. Criado em 1999, o projeto da empresa líder no setor alimentício usa métodos lúdico-educativos para transmitir conceitos de higiene, saúde e aproveitamento integral de alimentos a crianças e adolescentes de 5 a 14 anos que vivem em famílias com situação sócio-econômica desfavorável.

Escolhido pelo júri de especialistas, o Programa Escrevendo o Futuro, do Itaú, lançado em 2002, pretende contribuir para a melhoria da qualidade do ensino fundamental das escolas públicas e formação de educadores. O trabalho fecha um círculo de atividades da instituição financeira na área educacional. Desde 1993, o Itaú investiu R$ 85 milhões em cerca de 600 projetos sociais, com prioridade para as áreas de educação e saúde.

O programa de apoio pedagógico pretende aprimorar as habilidades de escrita de alunos das 4ª e 5ª séries de escolas públicas e a formação do educador, num contexto de fortalecimento da cidadania.

(Valor - 14/10/03)

   

Ações variadas de preservação

O respeito das empresas ao meio ambiente pode ser traduzido por uma ampla gama de ações, como mostram os projetos da BS Colway e Bradesco, vencedores escolhidos, respectivamente, pelo júri de especialistas e pelo voto popular desta categoria do Prêmio Valor Social. O tema foi o segundo mais concorrido da edição 2003, com 12 trabalhos inscritos.

A educação ambiental é a tônica do trabalho preferido pelo público: um projeto desenvolvido pela Fundação Bradesco em Paranavaí, no Paraná, que computa mais de 70 mil mudas de árvores plantadas por alunos da Escola de Educação Básica e Profissional. A iniciativa integra o programa de reflorestamento das matas ciliares, que em 13 anos de atividade recuperou 75 mil m2 de matas com ajuda de 1.645 alunos.

O júri de especialistas optou pelo trabalho da BS Colway, empresa de remoldagem de pneus que pretende retirar de circulação 8 milhões de pneus velhos até fevereiro de 2004. O programa Rodando Limpo coleta pneus usados do lixo ou abandonados, gera renda a catadores e suas famílias e impede a propagação de doenças como dengue e febre amarela. Na outra ponta, a borracha picada se transforma em combustível para a usina de xisto da Petrobras em São Mateus do Sul (PR), economizando recursos naturais não renováveis.

(Valor - 14/10/03)

   

Usiminas e Real ABN Amro dividem grande prêmio

As empresas que concorrem à categoria "Grande Prêmio" do Valor Social devem ter uma gestão que contemple práticas relacionadas a quatro áreas: respeito ao meio ambiente, relações com a comunidade, respeito ao consumidor e qualidade do ambiente de trabalho. Banco Real ABN Amro, na avaliação dos especialistas, e a Usiminas, no entender dos leitores, são companhias que venceram esses desafios de forma exemplar.

Entre os diferenciais de gestão apresentados pelo ABN, está o condicionamento da concessão de crédito à responsabilidade social. A direção do ABN acredita que empresas com boa gestão socioambiental e que se destacam na governança corporativa têm boa gestão financeira. Por conta desses conceitos, o ABN lançou o Fundo Ethical. Segundo a diretoria, é o primeiro fundo de investimento brasileiro em que desempenho financeiro apenas não basta.

O envolvimento da siderúrgica Usiminas com a comunidade de Ipatinga, no interior de Minas, começou há quatro décadas, na instalação da usina na cidade. Para fixar os operários na região, a empresa sabia que seria necessário investir no desenvolvimento de Ipatinga. Hoje, a marca da siderúrgica está em toda a cidade: da escola ao supermercado, do teatro ao hospital. O objetivo é assegurar qualidade de vida para funcionários e comunidade do entorno.

(Valor - 14/10/03)

   

Público interno tem voz ativa

Focada na atenção que as companhias dispensam ao público interno, a categoria "Ambiente de trabalho" traz este ano uma dupla premiação: os especialistas optaram por dividir o prêmio entre o BankBoston e a Seara, que também foi escolhida pelo público como o melhor projeto.

Em vigor há cinco anos, a gestão participativa na unidade do município de Seara, no Oeste catarinense, berço do frigorífico que leva o nome da cidade e hoje integra o grupo Bunge, rendeu uma economia de R$ 3,8 milhões. A efetiva participação dos cerca de 2,3 mil funcionários, através de um programa de treinamento que já soma 360 mil horas, ostenta ainda outros números significativos. A cada ano, uma média de mil sugestões é feita pelos trabalhadores, das quais 80% se revertem em algum tipo de melhoria, para a empresa e para o quadro de pessoal.

O projeto do BankBoston, também apontado como destaque, prevê o relacionamento com os colaboradores por três ângulos: como profissional, como indivíduo e como cidadão. Assim, foi adotado um plano de educação profissional, remuneração acima do mercado e criado o programa de apoio pessoal (PAP), que presta assessoria aos funcionários para os vários problemas do dia-a-dia, como os da área jurídica.

(Valor - 14/10/03)

   

Franquia investe em jovens

Responsabilidade social está ao alcance de qualquer empresa, independente de seu porte ou setor de atuação. O Prêmio Valor Social abre espaço para as companhias de menor porte com uma categoria específica - "Pequenas e micro empresas". Na edição de 2003, um único vencedor foi apontado pelos leitores e pelo júri de especialistas: a rede de franquias Mundo Verde Franchising, sediada em Petrópolis, no Rio de Janeiro.

Com 26 funcionários e faturamento de R$ 938,5 mil em 2002, a imagem da empresa ganhou reforço após o lançamento do projeto "Mundo Verde Casazul", em parceria com o Instituto Social Elza Pires (Isep-Casazul), que beneficia 80 crianças e jovens, de 7 a 20 anos, moradores na Favela Bairro Terreirão, no Rio de Janeiro. A empresa capta recursos materiais e recruta profissionais para a manutenção do programa.

Parceiros e clientes da Mundo Verde colaboraram com material de construção, eletrodomésticos, remédios e até exames médicos para as crianças atendidas. Para a manutenção da iniciativa, a meta é conseguir fornecedores que vendam os produtos alimentícios a preço de custo. O próximo objetivo é achar parceiros que ajudem a profissionalizar os jovens e dar oportunidades de trabalho.

(Valor - 14/10/03)

   
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