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FGV cria índice nacional para medir a ética das empresas
A Fundação
Getúlio Vargas (FGV) lançou o índice Grau de
Reputação (GR), projeto que irá mensurar, no
Brasil e na América Latina, práticas éticas
nas empresas. A mensuração do índice será
composta pela análise da percepção que o público
tenha de atributos como responsabilidades social e ambiental, ética
na condução dos negócios, respeito ao consumidor,
diversidade na equipe e respeito na contratação e
administração de funcionários.
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Dois anos após
os escândalos contábeis que levaram gigantes americanas
como Enron e WorldCom à falência, o debate sobre ética,
no Brasil, começa a resultar em práticas que tendem
a influir nos negócios.
Exemplo disso
é o lançamento do índice Grau de Reputação
(GR), projeto que irá mensurar, no Brasil e na América
Latina, práticas éticas nas empresas.
A iniciativa
é da Escola de Administração de Empresas de
São Paulo da Fundação Getúlio Vargas
(Eaesp-FGV), em parceria com a consultoria Gecko Socioambiental
e o Instituto Omni.
O índice
nacional será apresentado integralmente ao mercado no segundo
semestre deste ano, mas na próxima quinta-feira, 17/07, os
idealizadores da metodologia aproveitam o segundo dia do VI Congresso
Latino-Americano de Ética, Negócios e Economia, que
ocorre na Eaesp, em São Paulo, para mostrar uma versão
especial do produto, vendida somente às empresas.
Rogéria
Taragno, diretora da Gecko, explicou que a composição
do índice se dará pela análise da percepção
que o público tenha de atributos como responsabilidade social,
ambiental, ética na condução dos negócios,
respeito ao consumidor, diversidade na equipe e respeito na contratação
e administração de funcionários.
De acordo com
a professora Cecilia Arruda, coordenadora do Centro de Estudos de
Ética nas Organizações (GVcene) da Eaesp, transparência
é uma exigência do público e dos acionistas.
"Nossa idéia é ajudar o investidor a não
olhar somente a questão financeira," disse. "A
imagem e reputação podem segurar um período
de vermelho de uma empresa."
Estudo da consultoria
americana Mckinsey apurou que os investidores ativos se dispõem
a pagar, em média, 24% a mais por participações
em empresas brasileiras com boa governança. "O valor
que algumas consultorias dão é apenas financeiro.
Referem-se apenas ao que irá deixar de perder se não
aplicar princípios de governança corporativa",
comentou Cecília, ao explicar o diferencial do novo índice.
(O Estado
de S. Paulo – 16/07/03)
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