O Guia de Empregos tem um novo site (http://www.guiadeempregos.org.br).
Esta página é antiga e não recebe mais atualização. Acesse o novo Guia de Empregos e encontre vagas e notícias atualizadas diariamente.

   

 


Terceiro Setor torna-se competitivo

Por Marina Rosenfeld

Mesmo ganhando até 30% menos que no mercado tradicional, já são muitos os profissionais que estão migrando para o Terceiro Setor. É o que diz o coordenador da área de Investimento Social Comunitário do Senac-SP, Sérgio de Oliveira. Segundo ele, esse segmento virou uma alternativa de emprego em tempos de vacas magras.

“O setor é atrativo. As pessoas podem trabalhar com aquilo que lhes interessa ao mesmo tempo em que se satisfazem pessoalmente”, afirma Oliveira ao dizer que a demanda de mão-de-obra vem crescendo nos últimos anos, principalmente nas áreas de Educação e Saúde. “A Educação ainda é a área que mais contrata dentro do Terceiro Setor no Brasil. O motivo: 60% das entidades trabalham com esse foco”.

A pesquisa Ocupações, Despesas e Recursos: as organizações sem fins lucrativos no Brasil, de 1999 - até hoje o único estudo já realizado no país sobre contratações nesse segmento -, confirma a informação. Em 1995 já eram mais de 1.120.000 pessoas ocupadas e com remuneração no setor. Dessas, 34% do pessoal ocupado fazia parte da área de Educação. Em seguida, vinham quase empatadas, Saúde, com 16,4%, Cultura e Recreação, com 15,6% e Assistência Social, com 15,1%.

Essa mesma pesquisa indica que 340 mil empregos foram criados no setor entre os anos de 1991 e 1995 e que 16% da população brasileira presta serviços voluntários para organizações sem fins lucrativos. Por fim, incluindo-se os voluntários, o setor era responsável, naquela época, por 2,5% dos postos de trabalho no Brasil.

Mas engana-se quem pensa que sobram vagas no Terceiro Setor. Além de não serem muitas, o mercado tounou-se competitivo exigindo qualificação profissional. Judi Cavalcante, diretor executivo adjunto do GIFE (Grupo de Institutos, Fundações e Empresas), alerta para o fato de que da mesma forma que os outros setores da economia necessitam de bons profissionais para desempenhar suas atividades, com o Terceiro Setor não é, nem deve ser diferente. Para ele, o profissionalismo crescente nessas organizações facilita a captação de recursos, permitindo que mais projetos sejam realizados e novos empregos gerados. Oliveira complementa dizendo que o Terceiro Setor não deve ser visto apenas como um segmento filantrópico, mas sim como um setor de economia.

A procura por capacitação é tão grande que já são vários os cursos específicos para a área. Só em 2003, passaram mais de 10.000 profissionais pelo SENAC-SP em cursos, palestras ou workshops e mais de 500 ONGs foram atendidas.

Cavalcante diz ainda que não basta só estar capacitado. De acordo com ele, um dos principais requisitos para se trabalhar nesse segmento é estar envolvido com a causa para o qual foi contratado. “O profissional não deve enxergar o Terceiro Setor como uma opção de emprego ou chance de recolocação, deve ser realmente engajado”.

(20-02-04)

   
 Terceiro Setor ainda mais responsável
 Site Solidário beneficia ONGs por meio da inclusão digital
 Mobilização voluntária aumenta ganhos nas empresas
 Vencedores do Prêmio Valor Social recebem homenagem
 "Captador de recursos deve ver doação como investimento", diz palestrante
 Jovens viram "sombras" de executivos
 Ética é pré-requisito para investidores de fundo de pensão
 Cresce participação de homens em atividades voluntárias
 Da qualificação profissional às cooperativas
 FGV cria índice nacional para medir a ética das empresas
 Parceria abre portas para "trainee social"
 Terceiro setor abre novas frentes de trabalho
 Bovespa pretende atrair recursos para ações sociais
 "Não existe carreira profissional no Terceiro Setor", adverte especialista
 Novo site AjudaBrasil procura incentivar o trabalho voluntário
 Projeto Formatos prepara gestor para organizações sociais de SP
 Filão da responsabilidade social ganha espaço no mercado de fundos
 Cooperativas e designers inovam na criação de objetos
 Terceiro setor tentará manter os benefícios fiscais após reformas