|
ONGs sobem no conceito de todos
As organizações
não-governamentais (ONGs) são as instituições
mais confiáveis para os americanos e os europeus, enquanto
governos e empresas estão perdendo credibilidade aos olhos
dessas populações. Esta é a principal conclusão
de uma pesquisa sobre confiança e credibilidade que deverá
ser apresentada durante o Fórum Econômico Mundial,
em Davos, na Suíça.
Leia
mais:
ONGs sobem no conceito de todos
As organizações
não-governamentais (ONGs) são as instituições
mais confiáveis para os americanos e os europeus, enquanto
governos e empresas estão perdendo credibilidade aos olhos
dessas populações. Esta é a principal conclusão
de uma pesquisa sobre confiança e credibilidade que deverá
ser apresentada hoje no Fórum Econômico Mundial, em
Davos, pelo presidente do Conselho de Governança Corporativa
da agência de relações públicas Edelman
e ex-presidente do conselho da SEC (a comissão de valores
mobiliários americana), Richard Breeden.
A 4.ª versão
da pesquisa, que consultou 850 formadores de opinião entre
o fim do ano passado e o começo deste ano, mostra que na
Europa a credibilidade das ONGs, que estava em 42% em junho, subiu
para 45% neste início de ano.
Nos EUA, o indicador
de confiança nas ONGs passou de 38% para 49% em igual período,
equiparando ao patamar de credibilidade que os americanos depositam
nas empresas, que era de 41% em junho e hoje está em 48%.
Apesar da recente
onda de escândalos corporativos, a pesquisa mostra que a confiança
nas companhias americanas aumentou porque estão sendo adotadas
medidas para restaurar a credibilidade perdida.
Já na
Europa, a confiança nas empresas recuou de 43% para 35% entre
junho e janeiro. Não é à toa que, no ranking
das marcas de maior credibilidade na Europa, as quatro primeiras
são ONGs. Nos EUA, no entanto, a lista das marcas de maior
credibilidade é encabeçada pelas grandes corporações
como J&J, Coca-Cola, Microsoft, entre outras.
Tanto na Europa
como nos EUA, a confiança do cidadão no governo diminuiu
significativamente. Nos EUA, esse indicador estava em 43% em junho
e caiu para 39% neste ano, depois de ter alcançado 48% após
os atentados. Na Europa, o recuo na credibilidade do governo foi
menor nos últimos seis meses, estava 26% em junho de 2002
e caiu para 25% neste início de ano.
(O Estado
de S. Paulo - 23/01/03)
|