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Empresas devem se unir para desenvolvimento local

Rodrigo Zavala

A constante efervescência do terceiro setor mostra caminhos cada vez mais ambiciosos de ações sociais. Uma das mais recentes discussões sobre o papel das empresas no desenvolvimento local de municípios não está mais na doação de capital para organizações não-governamentais ou na construção de fundações. O que se pensa hoje é a união de diferentes empresas, formando redes colaborativas.

A discussão foi um dos tópicos apresentados durante o 64º Fórum Permanente do Terceiro Setor, realizado na noite de ontem (25/05). Promovido pela Unidade Especializada em Terceiro Setor do Senac-SP, em parceria com a Agência de Educação para o Desenvolvimento (AED), o evento reúne mensalmente pesquisadores e profissionais do terceiro setor, mostrando novas alternativas de ação social.

“A cooperação entre empresários pode ser vista como uma recente tendência. Embora a interlocução com os outros setores se mantenha, empresas se reúnem em um foco de ação para o desenvolvimento de um município”, afirmou Fábio Ribas Júnior, pesquisador e consultor na área de desenvolvimento social.

No entanto, para o funcionamento efetivo de uma rede, os empresários deverão vencer o isolamento comercial, pensando além do mercado. “Eles terão de reconceituar a empresa como célula da sociedade moderna. É uma questão de evolução de seu papel.”

Como exemplo, o especialista apresentou o caso do Sabará, região metropolitana de Belo Horizonte (MG), que potencializou seus projeto sociais multilaterais a partir do apoio empresarial organizado. “Não é um projeto da empresa x, mas de várias. A marca está vinculada implicitamente ao trabalho social”, explicou.

José Vicente Damasceno, prefeito de Buritis, também convidado para o debate, fez coro a Ribas Júnior, quando afirmou que deve ser criado um processo de “responsabilização social”. “As pessoas precisam incorporar em si a responsabilidade de seu papel social. Se a sociedade não sabe o que quer e o que deve ser feito, os políticos fazem o que querem”, criticou.

   
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