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ONG internacional premia trabalho ecológico do Rio Paraíba
do Sul
Lançado
em 1997 para devolver peixes em extinção ao Rio Paraíba
do Sul, o Projeto Piabanha obteve reconhecimento internacional.
A Ashoka, uma ONG com atuação em 42 países,
selecionou o Piabanha como um dos dez melhores projetos dos 170
que participaram do concurso em todo o país.
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ONG internacional premia trabalho ecológico do Rio Paraíba
do Sul
Lançado
em 1997 para devolver peixes em extinção ao Rio Paraíba
do Sul, o Projeto Piabanha obteve reconhecimento internacional.
A Ashoka, uma ONG com atuação em 42 países,
selecionou o Piabanha como um dos dez melhores projetos dos 170
que participaram do concurso em todo o país. Dos dez projetos
selecionados, o Piabanha é um dos únicos três
voltados para a preservação do meio ambiente. O biólogo
Guilherme Souza, coordenador do programa, ganhou o título
de empreendedor social da ONG.
O título
foi concedido depois que representantes da Ashoka fizeram 36 horas
de entrevistas e visitaram os núcleos do Piabanha em Itaocara
e Santo Antônio de Pádua, no Noroeste fluminense.
A Ashoka tem 20 anos e já selecionou 1.100 empreendedores
em 43 países, 200 no Brasil. São selecionados projetos
modelos voltados para a geração de empregos.
"O Piabanha
já beneficia 11 municípios e envolve quatro universidades.
O projeto pesquisa o índice de sobrevivência, a migração
e os hábitos dos peixes de água doce do Paraíba.
O programa não é voltado para a captura, mas as piabanhas,
que estavam desaparecidas há mais de 20 anos, voltaram a
ser pescadas, embora ainda em pequena quantidade", disse o
biólogo.
O projeto também
preserva as matas ciliares (vegetação nas margens
dos rios), que são importantes para o ecossistema fluvial,
e o ecoturismo. Estão envolvidos no Piabanha cerca de 70
pessoas, em sua maioria pescadores artesanais, e o reconhecimento
da Ashoka já produziu frutos. Os pescadores já estão
sendo cadastrados para que eles recebem seguro-desemprego durante
a piracema, quando para facilitar a reprodução dos
peixes a pesca é proibida por quatro meses.
"Os pescadores
também estão produzindo peixes em gaiolas ao longo
do Paraíba do Sul", disse Guilherme Souza.
(O Globo
- 27/01/03)
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