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Cresce participação de homens em atividades voluntárias
Não há
estatísticas, mas uma tendência tem se confirmado:
o perfil do candidatos à atividade voluntária mudou.
Se antes era composto por aposentados e dona-de-casa, hoje conta
com um grande número de empresários e profissionais
liberais, principalmente do sexo masculino.
Leia
mais:
Cada vez mais, voluntariado é coisa de homem
Cada vez mais,
os homens têm deixado de lado a idéia de que voluntariado
é coisa para mulher e dedicado parte de seu tempo à
solidariedade. Profissionais liberais, empresários e funcionários
driblam os poucos horários disponíveis e usam até
a hora do rodízio de veículos para se dedicar à
atividade voluntária.
Não há
estatísticas sobre a mudança no perfil do voluntariado
- lembrado hoje (28/08), em todo o País, no Dia Nacional
do Voluntariado. Mas é inegável: filantropia não
é coisa só de aposentados ou donas de casa e não
existe mais a história do exército cor-de-rosa - como
ficaram conhecidas voluntárias de hospitais, que usavam jalecos
dessa cor.
"Os homens
estão se organizando, principalmente os profissionais liberais",
diz Magda de Jesus, coordenadora de voluntariado da Associação
de Assistência à Criança Deficiente (AACD).
Ela conta que, quando chegou à AACD, em 1992, não
existia nenhum voluntário homem. Hoje, eles já são
127, de um total de 984. "A cada ano, aumenta, em média,
10% o número de homens."
Entre eles,
juízes, advogados, arquitetos, empresários e aposentados.
Timidez - No Centro Cruz de Malta, há pouco tempo a representação
masculina chegava a um quarto dos voluntários e era voltada
mais à captação de recursos. Hoje, eles já
são um terço das cerca de 300 pessoas, em todos os
setores. O ingresso foi mais acentuado a partir de 1998.
Até 1987,
só havia voluntárias na Fundação Dorina
Nowill para Cegos. A inserção de homens ainda é
tímida na maioria dos casos, salvo na Associação
Cristã de Moços (ACM), que sempre teve mais homens
no voluntariado. A secretária-geral da ACM, Marísia
Donatelli, diz que eles são mais da metade dos 2.800 voluntários
e destaca a participação dos jovens - de 500 a 600
atualmente.
Conscientização
social pode ser a resposta para o ingresso, ainda que sutil, de
homens nessa área antes dominada por mulheres. A diversificação
de funções também, já que algumas instituições
procuram pessoas que sejam multiplicadoras de conceitos, como é
o caso da ONG SOS Mata Atlântica.
(O Estado
de S. Paulo – 28/08/03)
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