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Censo poderá mapear o Terceiro Setor em todo o Brasil

Desde o início de 2004, um trabalho inédito de classificação das organizações está sendo realizado no país. A idéia é colher dados sobre o volume de recursos movimentados pelo Terceiro Setor, a quantidade de pessoas empregadas e o número de instituições brasileiras.

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Censo poderá mapear o Terceiro Setor em todo o Brasil

Os dados mais recentes de mapeamento do Terceiro Setor no Brasil datam de meados da década de 90. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 1995, o volume de recursos movimentados pelo Terceiro Setor no país foi de R$ 10,6 bilhões, o que equivalia a 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB), sendo que 36,9% direcionados para a Educação. Com o crescimento constante deste setor, que ganha cada vez mais importância em nosso país, quanto é o real movimento dele nos dias de hoje?

Somente um mapeamento com respostas a questionários detalhados poderia responder. Com o levantamento será possível saber, também, como está o nível de empregos oferecidos no setor, que em 1995 empregava um milhão de pessoas – sendo que um terço destas vagas foram criadas depois de 1991.

No início de 2004, um trabalho inédito de classificação das organizações começou a ser feito com o propósito de responder a essas perguntas. Diferente de todas as pesquisas feitas anteriormente, o Censo do Terceiro Setor aplica uma metodologia desenvolvida pelo Departamento de Estatística da ONU.

“As últimas estatísticas que temos, de 1995, falam em 250 mil organizações no Brasil. Mas já deve ser muito mais. Certamente ultrapassam 300 mil”, calcula o professor Luiz Carlos Merege, coordenador do Centro de Estudos do Terceiro Setor (CETS) e do Censo do Terceiro Setor.

A pesquisa será a primeira com foco específico no Terceiro Setor a questionar diretamente as organizações envolvidas para revelar o número de instituições, as principais áreas de atuação, a quantidade de empregos gerados, o volume de recursos operados, os públicos atingidos e como estão estruturadas estas organizações.

O Censo do Terceiro Setor está sendo realizado pela Escola de Administração de Empresas de São Paulo, da Fundação Getúlio Vargas (FGV-EAESP), por meio do CETS, em parceria com a Fundação Orsa, a Fundação Salvador Arena e o governo do estado do Pará, primeiro estado que terá o mapeamento realizado. “Vamos poder fazer comparações internacionais e visualizar o setor no país de maneira comparativa. Então, assume uma importância muito grande o fato usarmos esta metodologia”, explica o professor Merege.

Outro aspecto inovador do Censo no Estado do Pará é a estrutura em que o projeto é baseado. Foram criados dois conselhos: o técnico e o consultivo. O técnico é formado por três universidades do estado (Universidade Federal, Universidade Estadual e Universidade da Amazônia), além de representantes do CETS e do governo; o Consultivo tem representantes de organizações da sociedade civil, do setor privado, dos municípios e dos estados. De acordo com Merege, o objetivo é proporcionar uma ampla participação da sociedade civil.

A escolha do Pará para o início do trabalho aconteceu por uma convergência de interesses: o CETS buscava um estado para começar e o governo do Pará precisava de um levantamento do terceiro setor no estado para iniciar a formulação de políticas públicas, por meio do Programa de Articulação pela Cidadania (PAC), criado para promover o combate à exclusão e às desigualdades sociais envolvendo os três setores da sociedade.

A primeira etapa do trabalho no Pará deve terminar em julho e compreende os sete municípios da região metropolitana de Belém. Até o fim do ano, Merege pretende concluir o trabalho em todo o estado. “Os sete municípios da região metropolitana devem congregar 70% das organizações do estado. É onde está mais concentrado. Estamos calculando em torno de 3.600 entidades na região metropolitana de Belém”, analisa o coordenador dos trabalhos, que envolvem 120 pessoas, sendo 90 alunos das universidades locais.

(Jornal do Comércio 29/04/04)

   
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