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Sem gastar mais, quase todas as crianças brasileiras, de escolas públicas ou particulares, poderiam se alimentar de forma mais saudável. Uma pesquisa realizada a pedido do MEC (veja reportagem da Folha de S. Paulo) mostra que, apesar de os alunos elegerem as frutas como um dos itens mais gostosos da merenda, esse item é um dos menos oferecidos pelas escolas. Uma dúzia de bananas, em geral, é mais barato do que um pacote de biscoito ou de salsicha. Além disso, o fato de a escola comprar mais frutas, verduras e legumes ajuda também a economia local, principalmente de cidades rurais ou pequenas, já que o dinheiro gasto com a compra desses alimentos ficaria na cidade (provavelmente, beneficiando muitos dos pais das crianças). Além de não gerar mais custos
(e, em alguns casos, até diminuí-los) os benefícios
de hábitos saudáveis são incontáveis. Mais
saudável, a criança falta menos à escola, aprende
mais e gasta menos com remédios. Uma boa escola não ensina a criança a se alimentar apenas na teoria. A alimentação saudável é um hábito que pode ser ensinado na prática. Já há escolas particulares que proibiram refrigerantes, frituras, doces, e sanduíches gordurosos em suas cantinas. Em algumas, a escola oferece frutas, gratuitamente, na hora do recreio para os alunos. São iniciativas que mostram que é possível aplicar na prática conceitos ensinados em sala de aula. Afinal, de que adianta um professor falar durante 50 minutos que uma fruta ou verdura é mais saudável do que um sanduíche, se, logo após a aula, o cheiro da fritura ou de um hambúrguer for bem mais convidativo e acessível na hora do recreio do que uma fruta saudável? |
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