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O senador eleito pelo Distrito Federal, Cristovam Buarque, tem defendido uma idéia que parece bastante sensata. Cristovam acha que o MEC deveria tirar de sua alçada a responsabilidade pela manutenção e fiscalização do ensino superior, passando as universidades para o Ministério da Ciência e Tecnologia ou para um ministério próprio a ser criado. A idéia me parece fazer sentido porque permite que o ministério (e o ministro) sejam cobrados de forma mais eficiente sobre suas responsabilidades. O ministro Paulo Renato Souza, por exemplo, nunca escondeu que, desde o início do primeiro mandato de FHC daria prioridade ao ensino básico, apesar de afirmar que nunca deixou de investir no ensino superior. O fato é que, ao juntar o ensino básico e o superior, o ministro da educação precisa fazer sempre as "escolhas de Sofia" típicas de um cenário onde não há recursos sobrando, realidade que, salvo um milagre a ser inventado pela equipe econômica de Lula, deve continuar por muito tempo assim. Nesse cenário, é compreensível que ele opte sempre pela prioridade ao ensino básico, puxando o curto cobertor da educação brasileira e descobrindo o ensino superior. O ensino superior é prioridade de qualquer país desenvolvido, mas como defender mais verbas para as universidades federais quando ainda há muito a fazer no ensino básico, onde o perfil dos estudantes é, de longe, muito longe, mais carente do que o perfil do universitário que estuda em universidade pública. A separação dos ministérios permite que o ministro da educação básica focalize (e seja cobrado pelos resultados) sua área, o mesmo acontecendo com o ministro do ensino superior. |
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