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Recentemente, o repórter Gilmar Piolla criticou neste site a prefeita de São Paulo, Marta Suplicy, por ter sugerido diminuir de 30% para 25% o investimento obrigatório em educação no município. (Clique aqui para ler artigo de Gilmar Piolla). Faço coro às críticas de Piolla, que citou a incoerência do PT, um partido sempre acusado de gostar mais de ser estilingue do que vidraça. Talvez seja irresponsável criticar essa proposta sem entrar no mérito da questão levantada por Marta, mas o fato é que, no mínimo, não cai bem em um partido como o PT, que sempre defendeu a aplicação do mínimo obrigatório por lei em São Paulo e em outros Estados, tomar a iniciativa de sugerir que se gaste menos em educação. Marta quer ter mais margem de manobra no orçamento para gastar em outros projetos, como o Bolsa Trabalho ou o Renda Mínima. O problema é que, para fazer isso, terá que tirar dinheiro da educação. Quem lê essa notícia de fora de São Paulo pode achar que o investimento em educação é suficiente, já que a prefeitura sugere a diminuição dos recursos da área. Não é. As verbas que Marta quer retirar da educação fazem muita falta especialmente na educação infantil. A maior cidade do país tem um sério problema de déficit de vagas em creches e pré-escolas, que atendem crianças de 0 a 6 anos. O município tem séria dificuldade em construir nova creches e pré-escolas, principalmente em bairros pobres, onde não há terrenos. O dinheiro que Marta quer retirar da educação poderia ser usado para construção de novas creches. Poderia ser usado também para pagar transporte de alunos que moram em regiões onde não é possível construir novas escolas. Poderia também ser investido na contratação de professores com diploma de nível superior para dar aulas em creches que funcionam em parceria com entidades assistencialistas. Enfim, carência
é o que não falta. Faltam recursos. Justamente esses que
a prefeita quer retirar da educação. |
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