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O ministro Cristovam Buarque é o primeiro a dizer que é preciso continuar com o processo de avaliação no Brasil, inclusive a avaliação da atuação do próprio ministro. Para que o leitor deste site possa fazer o papel de avaliador do ministro no futuro, sugiro guardar em algum lugar do computador a lista de metas estipuladas pelo próprio ministro no final deste texto, copiado de um release do MEC. Analisando todas as
metas, algumas delas chamam a atenção, bastante ousadas
para um período curto de Como já escrevi em outra coluna neste mesmo espaço, essa proposta é a que especialistas de fora do governo encaram com mais ceticismo, dada a dificuldade de fazer com que a população adulta se interesse em voltar a estudar e se alfabetize efetivamente. A meta de 100% das crianças até 14 anos na escola até 2006 parece fácil, visto que já temos 96% delas estudando, mas não é tão simples. Esses 4% de crianças fora da escola são justamente aquelas onde é mais difícil chegar as políticas públicas como o Bolsa Escola. Em alguns casos, podem ser crianças portadores de algum tipo de deficiência, que não conseguem freqüentar escolas públicas por falta de condições dessas escolas de integrá-las com as demais crianças. A meta de ter toda
criança alfabetizada até os dez anos de idade é uma
das mais importantes. Hoje, o problema da universalização
do ensino está quase resolvido. O grande desafio, no entanto, continua
sendo a qualidade. As metas para os professores (duplicação do salário, formação adequada, definição do piso) e a do Fundef (ampliação do valor por aluno e inclusão da pré-escola no programa) são igualmente importantes, mas o principal entrave para que elas sejam efetivamente colocadas em prática são os recursos. Na semana passada, o ministro pediu mais verbas para sua pasta, no que o presidente Lula respondeu que era preciso ter calma pois "apressado come cru." No governo Fernando Henrique, principalmente no segundo mandato, o Ministério da Educação teve que conviver quase todo o tempo com contingenciamento de verbas causadas por diversas crises econômicas. A aposta na ampliação dos recursos vai depender não da Educação, mas da condução da política econômica. Se ela for bem sucedida, talvez o leitor, daqui há quatro anos, poderá comemorar o alcance da maioria das metas abaixo. Caso contrário, terá um ótimo documento para avaliar criticamente o ministério da educação e o governo federal. Metas da Educação brasileira: 1 - 100% das crianças
até 14 anos na escola - 2006: |
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