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Defesa de sistemas de cotas na universidade causa polêmica Ao defender a implantação de sistemas de cotas nas universidades para alunos que freqüentaram escolas públicas, o colunista Antônio Gois recebeu inúmeros e-mails questionando sua posição. O assunto rendeu até uma réplica de outro colunista, Fernando Rossetti, na qual afirmou que programas de cotas baixariam a qualidade das universidades, reconhecidas por sua excelência. Apesar de concordar com os argumentos de Rossetti, para Gois a discussão não se encerra por aí. Segundo ele, nos Estado Unidos, por exemplo, a política de cotas foi implantada e não consta que a reputação acadêmica das universidades foi de alguma forma afetada ou mesmo prejudicada.
Leia
a repercussão da coluna Em
defesa da Cotas:
Realmente, isso contribuiria na educação daqueles que o cercam. Não só educação no sentido acadêmico, mas também no sentido de ter noção dos direitos, higiene e saúde etc. Claro que tal reserva de
cotas não deve estimular a inércia do Governo em resolver a questão
da educação, como se dissessem: "Agora há oportunidade
para estudantes da escola pública." Henrique
José Minatogawa --
Como forma de garantir meios àqueles até hoje menos privilegiados de influir nas escolhas que fazemos como cidadãos de um país, eu acho que a universidade é única em possibilitar estes "meios", estes "instrumentos" de exercício da cidadania. Fora isso, a questão da "surdez" da academia frente ao problema social não vai mudar enquanto o perfil da academia não mudar. Somente quem é sensível à questão social vai colocar o seu trabalho em prol dela. Eu felizmente conheço muitos professores universitários e pesquisadores sensíveis, mas infelizmente reconheço que a maioria não tem vergonha das crianças sem escola. Raquel Gerlach --
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Leia
artigo de Fernado Rossetti Leia
colunas anteriores de Antonio Gois Leia
Também Artigo de Ivan Chambouleyron, professor do Instituto de Física e pró-reitor de pesquisa da UNICAMP, publicado em novembro na Folha de São Paulo
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