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A Secretaria de Saúde do GDF anuncio o funcionamento de uma nova Faculdade de Medicina no Distrito Federal. Qualquer Governo sério, seja qual for o partido, terá de mantê-la em funcionamento e zelar para que ela funcione cada vez melhor, atenda mais alunos, com maior qualidade. Independente de qualquer opinião sobre o assunto, só no um governo terrorista social pararia esta Faculdade no futuro. Mesmo tendo recebido a obra paralisada, o governo que tomou posse no DF em 1995, teria sido um governo terrorista se não tivesse retomado a construção do Metrô, e o deixado funcionando de Samambaia e de Taguatinga, até a Galeria dos Estados. Deixar a obra parada apenas porque tinha sido iniciada por outro governador, teria sido um ato de terror contra a população do Distrito Federal. O mesmo vale para os jardins das flores do Plano Piloto. O Governo Federal está levando o programa Bolsa-Escola para o resto do País, próximo governo, qualquer que seja o partido do presidente, cometeria um ato terrorista se paralisasse o que já foi iniciado. Infelizmente, o Brasil tem, de vez em quando, governantes talibãs, terroristas sociais que param trabalhos sérios, de interesse do povo, apenas porque tinham sido feitos por governos anteriores. Agem como os terroristas fizeram com as duas torres do World Trade Center, no dia 11 de setembro. No Distrito Federal, por exemplo, foi um ato de terrorismo social paralisar o programa Saúde em Casa. Com apenas uma assinatura, como se a caneta fosse um Boeing 767, cheio de querosene, um governante demitiu quase 4 mil profissionais da área de saúde. Esses profissionais não foram mortos, como aconteceu com as vítimas que estavam nos prédios em Nova York, mas muitos foram obrigados a parar o trabalho que faziam, ficaram desempregados por algum tempo, e ainda tiveram de sair da cidade que amavam. Mais grave, 1,5 milhão de pessoas perderam o serviço médico de que dispunham em casa. Não se pode medir o sofrimento destas famílias, não se sabe quantos morreram por falta de atendimento e acompanhamento médico. Foi também um ato de terror ameaçar acabar com o programa Bolsa-Escola, assustando e jogando no desespero 100 mil pessoas, das 25 mil famílias que viviam desta renda. Mesmo sem ter parado o programa, porque a população, a imprensa e o Ministério Público se mobilizaram para impedir, como agora o mundo inteiro faz contra Bin Laden, a falta de seriedade com que o Bolsa-Escola vem sendo aplicado é um ato terrorista. Como também é terrorismo não aumentar, nos últimos três anos, o número de famílias beneficiadas e, a partir de 2002, baixar o valor da bolsa da quase totalidade das famílias de R$ 180 para R$ 120 ou R$ 60. As muitas crianças que pararem de estudar por causa deste terrorismo serão condenadas a uma vida debaixo dos escombros de uma sociedade dinamitada pelo populismo, pela demogogia e pela mentira. Foi terrorismo social parar de pagar a Poupança-Escola e, ainda mais, confiscar o dinheiro que já estava depositado em nome de quase 50 mil crianças, que contavam com esse dinheiro como direito criado por outro governo. Foi terrorismo parar o programa Agroindústria Familiar que elevava a renda e a dignidade econômica dos pequenos produtores rurais; parar o serviço da Mala do Livro, que levava leitura aos jovens de Brasília; suspender a Escola Candanga, que mudou a maneira de educar nossas crianças; matar o programa Bolsa-Alfa, pelo qual o analfabeto adulto ganhava para aprender a ler. Cada um dos cerca de trinta programas sociais reconhecidos, premiados, que foram suspensos porque tinham sido iniciados em um governo anterior, é uma Torre Social destruída pelo ato terrorista de uma caneta de governador. Sem a mesma dramaticidade de milhares de mortos, mas com m número até maior de vítimas esquecidas, perseguidas por uma culpa que não têm, como aqueles que estavam naqueles prédios naquela manhã de terça feira. É terrorismo parar a política de Paz no Trânsito e, em conseqüência, aumentar o número de vítimas fatais, simplesmente, porque o programa que salvara vidas tinha começado num governo anterior. Ainda mais, escondendo as estatísticas sobre as mortes no trânsito, fazendo um terror que perde a cara porque as mortes parecem isoladas, não são vistas na gravidade da sua totalidade, como se fossem assassinatos isolados e não a explosão de um imenso prédio. É terrorismo insuflar o povo contra opositores, correndo o risco de morte violentas que não acontecem em um mundo civilizado. Também é um ato de terrorismo usar dinheiro tirado do bolso do contribuinte para pagar publicidade que engana o próprio contribuinte. Como um seqüestrador que usasse dinheiro do resgate para enganar o seqüestrado, dizendo que o seqüestrador tinha boas intenções. A mentira na política é uma forma de bomba, um ato de terrorismo. Coisa de talibã social. Pena que a guerra internacional contra o terror, que hoje pressiona os talibãs fundamentalistas, ainda não tenha chegado ao Brasil para derrotar os talibãs sociais. No caso dos talibãs, os norte-americanos dizem que os omissos são culpados, no nosso caso são ainda mais. Porque a arma é nossa: no caso deles, as armas são mísseis, no nosso é o voto. |
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