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Genérico da educação O remédio genérico tem se mostrado um sucesso, como ferramenta de equilíbrio social, permitindo aos brasileiros de baixo poder aquisitivo ter acesso a medicamentos essenciais, a um custo que possam pagar. A gestão firme do Ministério da Saúde soube resistir à pressão de grupos econômicos e trouxe à sociedade uma alternativa ao monopólio privado, que mantinha o domínio absoluto do mercado. O monopólio elevava os preços, de forma continuada, pois, não havia competição, impedindo o acesso a remédios importantes, à grande base pobre da população, que não conseguia pagar os preços definidos, pelo monopólio. Da mesma forma, o genérico da educação é o software livre O Governo pode aprender com a mudança de paradigma social, alcançada na saúde, e evitar a consolidação do monopólio do software proprietário, na educação. A compra exclusiva de um fornecedor dominante, no programa do Fust para a educação, irá impedir que, ao sair da escola, os jovens tenham acesso à tecnologia da informação, por não poderem pagar os valores definidos, pelo monopólio. Será a exclusão digital econômica. A Anatel deve implantar o genérico software livre, no programa do Fust para a educação, de universalização do acesso aos serviços de telecomunicações. Os ambientes social, econômico e tecnológico são, absolutamente, equivalentes, na educação e na saúde. Para a educação, o genérico é o software livre, que oferece as mesmas funções do produto do monopólio, sem qualquer custo para a licença de uso. "A Microsoft, mais uma vez, está defendendo, publicamente, a tese de que a inovação na indústria do software deve acontecer, somente, sob o controle e na direção da Microsoft," disse Ken Wasch, presidente de SIIA - Software & Information Industry Association. "Não há nenhuma solução "tamanho único", para as necessidades de software das corporações, ao redor do mundo. Contudo, a Microsoft está empregando táticas de relações públicas, para incitar o medo, entre as empresas que estão considerando migrar ao modelo do software livre." E continua Wasch, ao comentar a ação recente da Comunidade Européia, contra a Microsoft: "A Internet é uma mídia global, e a Microsoft é um problema global. Nós deveríamos todos nos manter determinados a assegurar que a Internet continue competitiva, para o máximo benefício dos consumidores." Mark Cooper, diretor de pesquisas da Federação de Consumidores da América, nos Estados Unidos, diz que a Microsoft deve ser dividida em três, por causa do gigante trio de monopólios: Office, Internet Explorer e Windows. O novo modelo .Net aproveitará a potência de todos os três, para sugar os usuários para dentro do portal Internet da Microsoft. "A Microsoft está tomando cada um destes monopólios e integrando-os ao sistema operacional, controlando as interfaces chave para a Internet, e transformando esta integração dos monopólios em dominação.", diz Cooper. (Ziff Davis Smart Business, Setembro de 2001) A última versão da Microsoft, para o seu sistema operacional, o Windows XP, contém uma tecnologia chamada de "ativação do produto", que cría e armazena o perfil da configuração do PC de cada usuário, quando você instala o software. Este perfil permite que a Microsoft vincule cada cópia de Windows XP, e seus aplicativos, a um computador e a um usuário específicos. Desta forma, o jovem estudante, que não tiver recursos para pagar o valor que a Microsoft vier a cobrar, no futuro, ficará impossibilitado de usar seus programas, dados e a Internet. E não terá alternativa, porque não a aprendeu, na escola. Hoje, mais da metade dos produtos Microsoft usados no Brasil, são cópias ilegais, que não pagaram a licença de uso. Temos muita gente que já não tem recursos para pagar o preço do monopólio, hoje. E o mercado não é só Microsoft, como dizem o MEC e a Anatel. Hoje, ao redor do mundo, muitas escolas estão evoluindo, solidamente, no mundo do software livre. Sistemas escolares usam o programa StarOffice da Sun, um concorrente de software livre do Microsoft Office, adotado, por exemplo, pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos, e pelo Metrô de São Paulo. Os professores, os administradores e os estudantes, em duas escolas públicas de Nova York -- Bronx Science e a Beacon School -- foram mais longe, substituindo sistemas operacionais, pelo Linux, e escrevendo seu próprio software livre. Na mesma linha, o relatório da Comissão para a Educação baseada na Web, do Congresso dos Estados Unidos, concluiu que, sem depender de Windows ou Linux, a educação baseada na web torna-se possível, através das tendências tecnológicas e de comunicações, que levarão a aplicações educacionais inovadoras, nos próximos dois ou três anos. A primeira tendência tecnológica é a conexão das escolas, em alta velocidade, às redes digitais, que trará aos estudantes um conteúdo multimídia, muito mais rico do que o disponível hoje, e oferecerá um universo de ambientes interativos. O Edital do Fust se afasta da essência do Fundo, que é universalizar o acesso aos serviços de telecomunicações, e não prevê a conexão de alta velocidade para as escolas. Destaca-se, ainda, um movimento de evolução cooperada, o SIF - Schools Interoperability Framework - uma iniciativa da indústria americana, que vem desenvolvendo uma especificação aberta, para assegurar que as aplicações de ensino e as administrativas possam trabalhar integradas. Perto de 100 empresas de "hardware" e "software", e distritos escolares estão envolvidos, neste esforço. Seu objetivo é revolucionar a gerência e o acesso aos dados, dentro das escolas e dos distritos. As aplicações diversas devem poder interagir e compartilhar dados, de forma eficiente, confiável e segura, em qualquer plataforma tecnológica. Adotar padrões abertos torna viável que as pessoas possam compartilhar o conteúdo e o desenvolvimento cooperado. Mais um exemplo é a SchoolTone Alliance, uma parceria global de mais de 25 provedores de serviços educacionais, que está desenvolvendo um ambiente de trabalho para os portais Web, que agregam valor ao modelo aberto do SIF. Além de economizar muitos milhões de Reais, para as escolas, a tecnologia aberta do software livre faz muito mais sentido, para a educação. O objetivo da escola não é treinar operadores de computador, mas, ao contrário, ensinar o aluno a explorar e a aprender sozinho, a raciocinar e a conceber, e, assim, preparar o jovem, para a dinâmica da vida. O educador consciente quer a pedagogia aberta, e o ensino com qualidade deve fazer os estudantes compreenderem porque as coisas acontecem. O acesso ao código aberto dos programas oferece esta compreensão, recompensa a curiosidade, e dá aos estudantes a possibilidade de ver, exatamente, como as coisas funcionam, tudo, enfim, o que se busca alcançar, na educação. E os recursos economizados, com o uso do software livre, devem ser aplicados na implantação, nas escolas, de conexões de alta velocidade a redes comunitárias integradas, e na oferta de estações de acesso ao sistema escolar, para todos os professores do ensino médio. Não há dúvida de que, se houver um debate aberto e se forem, corretamente, orientados e informados, os educadores vão perceber que o software livre é a garantia à educação consciente e ao direito democrático de escolha, para os estudantes e professores brasileiros. Vamos aproveitar que a globalização tecnológica nos trouxe o acesso ao software livre como o contraponto ao monopólio da Microsoft
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Críticas? Mantida por Jorge Luiz
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