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Cotas
nas universidades: o problema é o ensino público brasileiro São vários os absurdos: Primeiro: não existe raça pura no Brasil, somos uma "mistura" sem igual no mundo; Segundo: a discriminação racial, já inicia-se no momento da inscrição para o vestibular, onde se opta por uma "cor" ou "raça", o que não é justificável, já que potencial, habilidades e capacidades, independem do fator "raça/cor"; Terceiro: a discriminação social somente existe nas universidades, por puro reflexo de um sistema de ensino público falido e arcaíco que precisa urgentemente de uma re-estruturação, não apenas nos níveis de qualidade de ensino e qualificação dos "professores", mas também, é gritante a necessidade de mudanças legislativas que garantam esta qualidade do ensino e qualificação dos educadores. Não há meio de se construir um Brasil democrático, se o que se presencia nas escolas públicas é um verdadeiro descaso e descomprometimento, principalmente por parte dos professores. Frases como estas, são ouvidas com frequência pelos ditos "educadores" das escolas públicas: "Eles são insuportáveis..., não respeitam, não querem saber de nada..., eu estou ganhando o meu..., sou eventual - só estou aqui para bancar a faculdade...". Fatos assim, são revoltantes. Enquanto não mudar a estrutura do ensino público,o caos continuará, e consequentemente, alunos oriundos de escolas públicas, dificilmente terão chances - a não ser pelo próprio esforço -de ingressarem nas universidades públicas. Politicamente, os problemas sociais apenas estão sendo encobertos: "Veste-se um santo com a roupa do outro", o que resulta em um contínuo processo de imersão social, cada vez mais difícil de se emergir. Acaba-se aparentemente com o desfalque de negros, pardos e alunos de escolas públicas dentro das universidades, mas, aumenta-se a discriminação social, econômica e mercadológica para os mesmos. Resumidamente, adia-se os problemas para mais tarde. O ensino público, continua "podre", mas o "povo", fica feliz - nem percebe que é manipulado - e o potencial humano criativo... aquele que falei no início, fica perdido, na imaginação da criança pobre, que independente de sua "cor ou raça", sonhava com o mundo visto pela televisão, e ainda quem sabe, acreditava, que estudando, podia ter uma vida melhor. Mas isso, realmente não tem importância. Ela é apenas mais uma criança pobre, como tantas outras que temos em nosso país, considerado lá fora, um referencial de profissionais competentes, criativos, flexivéis e dinâmicos... Até quando?
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Críticas? Mantida por Jorge
Luiz Kimieck |
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