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Letramentos de Esmeraldas “Para uma
intelectualidade que odeia carnaval, futebol e jogo do bicho, que pensa
em língua estrangeira e que até hoje está certa
de que há resposta para tudo em algum livro francês”,
o sucesso literário em 1960 de Quarto
de Despejo (Ed. Ática) de Carolina de Jesus, uma miserável
preta catadora de papel, “era imperdoável”, escreveu
o antropólogo Roberto DaMatta. 40 anos depois, um novo livro
escrito durante o ano 2000, por uma jovem menina que viveu a sua infância
e adolescência nas ruas de São Paulo, roubou, foi presa
mais de 50 vezes na FEBEM, foi viciada em crack e não dançou
como seus colegas de rua, Esmeralda,
por que não dancei (Ed. Senac-SP/Ática) de Esmeralda
Ortiz, já na sua oitava edição, revela os letramentos
dos poucos "pobres mortais" brasileiros que encontram espaço
para a expressão de suas palavras.
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Críticas? Mantida por Jorge
Luiz Kimieck |
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