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Intolerância Mundial Com os últimos acontecimentos nos Estados Unidos e no Afeganistão, a palavra intolerância ganhou um considerável espaço na mídia em todo mundo. Contudo, para entendermos melhor essa palavra, é necessário entendermos antes a palavra tolerância, trocando em miúdos, tolerância é a atitude de admitir e principalmente respeitar opiniões contrárias à sua. Com isso, podemos dizer que a palavra intolerância significa entre outras coisas, falta de respeito. O terrorismo envergonha e atormenta a humanidade, e a intolerância é o combustível desse terror e dos conflitos no Oriente Médio. Mas enquanto esses conflitos estavam restritos aos limites territoriais do Oriente, essa mesma intolerância de hoje, não era levada a sério pelo resto do mundo. Com os atentados aos Estados Unidos e os ataques ao Afeganistão, podemos ver mais claramente, o quanto nosso mundo é acima de tudo intolerante. Os britânicos, que podem muito bem serem chamados de "Os Hipócritas", criticam a intolerância no Oriente Médio, mas nunca conseguiram acabar com a intolerância entre católicos e protestantes em seus domínios. Os Estados Unidos do presidente Bush, em nome de um perverso desenvolvimento econômico, não respeitaram o protocolo de Kioto, que busca melhores condições ambientais para o planeta, ou seja, os americanos foram intolerantes com toda espécie de vida na terra. Não podemos esquecer que os EUA não respeitaram a vontade da maioria, e empossaram o segundo colocado na eleições presidenciais daquele país, mostrando também, que foram intolerantes com eles mesmos. Vários líderes mundiais se mostraram, com toda razão, chocados com os atentados aos Estados Unidos e com as várias vítimas inocentes soterradas nas ruínas do World Trade Center. No entanto, esses mesmo líderes mundiais parecem ignorar as milhares de crianças, inocentes por natureza, que morrem lentamente nos confins da África, soterradas por um mau miserável chamado fome. Para os atuais líderes mundiais, é como se a vida das pessoas que estavam no World Trade Center fossem mais valiosas que a vida dos famintos da África. A razão do disso é simples: a morte dos americanos faz cair as bolsas de valores do mundo, uma prioridade puramente financeira; enquanto a morte das famintas crianças africanas, só faz cair a dignidade humana, ausente em muitas pessoas, uma questão puramente social. Essa também é uma postura intolerante, pois todos, americanos e africanos, são seres humanos, e merecem o mesmo respeito. É lamentável, e até humilhante, no início de um novo milênio, o milênio dos avanços tecnológicos, genéticos, médicos e de todas as prosperidades advindas desses novos conhecimentos; sabermos que ainda existem no mundo, milhares de nossos semelhantes, especialmente crianças, morrendo de fome. Como bem disse o professor Cristovam Buarque "Deixar alguém morrer, quando isso pode ser evitado, é uma forma de assassinato". Sendo ainda, falta de respeito ao próximo, ou seja, é pura intolerância. É triste pensarmos em clonar seres humanos, quando não conseguimos sequer saciar a fome de muito deles. Hoje o mundo ocidental defende e avaliza a fome de vingança norte-americana avaliada em 40 bilhões de dolares, e continua ignorando a fome de comida de milhares de pessoas espalhadas pelo planeta, soterradas pelos escombros da omissão mundial. É bom lembrar que acabar com a fome de comida na África, custa bem menos do que alimentar a fome de vingança dos EUA. Que Deus habite no coração dos homens de boa fé, para que possamos amar uns aos outros independentemente da cor, raça ou credo.
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Críticas? Mantida por Jorge Luiz
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