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Jasmin
é uma adolescente de 17 anos como outra adolescente qualquer
de 17 anos. Conflito 1: A Faculdade de jornalismo não ensina nada. A ECA, “é uma droga, uma ECA mesmo”. Mas, como ser jornalista, sem fazer o curso de jornalismo? É preciso ter o diploma: “Só penso em fazer jornalismo por causa do diploma. Como posso trabalhar na FSP sem diploma?” Conflito 2: O curso de jornalismo na USP é um dos mais concorridos. Estudar na melhor e mais cara escola de ensino médio do país, não basta. É preciso fazer cursinho. E fazer cursinho e terminar a escola não é fácil. E, o pior, segundo ela, é que “não é nem para fazer medicina ou poli, só jornalismo, que nem sei mesmo se é isso que quero.... não é uma perda de tempo? E, se eu não entrar? Não posso ficar 1 ano parada...”. Sugeri outra universidade. Eu mesma, e vários colegas que hoje estão no mercado de trabalho, na FSP, inclusive, fizemos a Cásper. A Tradicional Cásper, aulas de taquigrafia, laboratórios de redação, de fotografia, e estúdios de locução que trazem boas recordações. Recomendei a ela também outras opções, como a PUC, a Anhembi Morumbi, entre outras. Não adiantou. Além de saber o que quer, ela é taurina. Teimosa. E ouve muito os conselhos do professor de literatura. Sugeri outro curso, já que ela não tinha
certeza sobre o curso de jornalismo. Conflito 3: “Se eu não entrar na USP/jornalismo agora, não vou entrar mais...É agora ou nunca”. Letras é até uma possibilidade interessante, mas “quem faz letras é para ser professora, não é? E, professor, ganha pouco, muito pouco. Não vai dar para me sustentar”. Que conselho dar? Bem, já que me perguntou e me chamou para conversar, fui sincera: Siga sua intuição.
Faça o que seu coração mandar. Não fique
pensando apenas no diploma. Isso muda muito. Quantas vezes já
discutimos a necessidade do diploma de jornalismo para exercer a função.
Pode ser que daqui a 5 anos não seja mais necessário diploma
para nenhuma atividade. Talvez para medicina, direito, engenharia. Em seu discurso de abertura, o Ministro disse e repetiu várias vezes a seguinte questão: “Com esta rede global , a idéia de limitar um estudante a um curso especifico, tornou-se antiquada e ineficiente”. Cristovam também está preocupado com o atual sistema de ensino superior e questiona, diversas vezes, o conceito de graduação: “ Na realidade, a Universidade deveria extinguir o conceito de graduação. Um estudante universitário deveria estar permanentemente vinculado à universidade, para evitar a obsolescência”. Aliás, Jas, lembrei de vc ao ouvir o Ministro falar, pois ele disse que nossas universidades são “Autistas”. Ou seja, que não estão atentas aos apelos da sociedade, dos alunos, do mercado. O que, vc sabe, é uma grande verdade. Não é só você que está
em crise e em conflito. Nós, educadores, pesquisadores, pensadores,
também estamos preocupados.
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Críticas? Mantida por Jorge
Luiz Kimieck |
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