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Quais
são as Prioridades Mundiais? O terrível episódio dos atentados ao World Trade Center e o Pentágono nos EUA, vêm expor as feridas de um sistema econômico discriminatório e sinistro. A tão sonhada harmonia entre os povos e a universalização do capital financeiro e tecnológico pregado pelos ditadores da famigerada "Globalização Econômica" não só não tem sido alcançado, como seus reflexos são ainda em maior número a disseminação do desespero, da insegurança e, sobretudo da massificação da pobreza e da miséria. Em várias partes
do mundo os reflexos dessa política tem sido de discórdia
acentuada, os "recursos" são disponibilizados a um número
cada vez mais reduzido de instituições e organizações
que primam pela 'continuidade das coisas', isto é, a concentração
do poder, a ditadura do mais forte e a alimentação de um
sistema injusto voltado para o controle dos analfabetos, dos miseráveis
e acima de tudo do pseudocidadão. O relatório The State of the World's Children 1995, do UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância), diz que "é um absurdo pensar que o mundo não tenha condições de suprir as necessidades básicas das crianças. Para ilustrar isso, o UNICEF fornece os seguintes dados: o custo adicional estimado para suprir a necessidade global de nutrição adequada e assistência básica de saúde é de US$ 13 bilhões por ano; para fornecer educação primária, US$ 6 bilhões; água potável e saneamento, US$ 9 bilhões; planejamento familiar, US$ 6 bilhões - perfazendo um total de US$ 34 bilhões por ano". Neste sentido, que paralelo se pode fazer com o que tem sido gasto na produção de bebidas, cigarros e investimentos no esporte e em armamentos para a guerra? O relatório continua.. "Compare isso, dizem eles, com a quantia estimada do que já está sendo gasto anualmente nos seguintes: golfe, US$ 40 bilhões; cerveja e vinho, US$ 245 bilhões; cigarros, US$ 400 bilhões; gastos militares, US$ 800 bilhões. Por certo, dizem eles, todas as crianças do mundo poderiam receber cuidados adequados se fossem estabelecidas prioridades corretas". O pecado da Globalização reside na distribuição dos benefícios por ela gerados, que supostamente são elencados como a transferência de tecnologia dos países centrais aos periféricos, a mundialização do conhecimento, a eliminação de barreiras e a disponibilização para o mundo inteiro dos itens de primeira linha em termos de qualidade de vida e bem estar social. No entanto, não é isso que se tem observado. Pode-se fazer uma grande lista de benefícios, isso não se pode negar, mas como disse Jeremy Rifkin (Exame 3/10 p.60) "A globalização trouxe uma melhora na vida das pessoas. Mas também é verdade que muitas outras têm sido vítimas dela. Prova disso é o trabalho infantil, um abuso e uma exploração tão comum em fábricas dickensianas em todo o Terceiro Mundo; ou os milhões de pessoas desenraizadas de suas terras de origem para dar lugar ao agrobusines; as crescentes concentrações de populações em áreas urbanas, sem trabalho e muitas vezes sem teto; ambientes naturais arrasados que não mais podem sustentar nem mesmo as necessidades humanas de sobrevivência mais rudimentares". Assim, como se vê, a lista de malefícios é enorme, para citar-se apenas alguns exemplos. Óbvio que nem
um ato de terrorismo e qualquer que seja a espécie de horrores
atribuída a inocentes civis ou aos cidadãos comuns é
ou será justificada. Mas, isso possivelmente não ocorreria
se os interesses mundiais estivessem voltados para prioridades básicas,
que são a educação, a saúde o alimento e,
sobretudo o direito a terra e seus benefícios, (entenda-se aqui
não só a chamada Terra Santa), esses sim devem e como mostrou
o relatório do UNICEF acima poderiam ser.
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Críticas? Mantida por Jorge Luiz
Kimieck |
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