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Nem a elite brasileira põe os filhos na creche
A boa notícia é que a desigualdade quase inexiste no acesso à escolaridade obrigatória, ou seja, ao ensino fundamental: 99,8% das crianças que pertencem a famílias com renda acima de cinco salários mínimos per capita mensal estão na escola. Entre as famílias de baixa renda, o percentual é de 91%. Resumindo: o acesso ao ensino fundamental está prestes a ser universalizado, embora exista um abismo enorme entre o tipo de escola acessível a cada uma das classes sociais. Isso muda o foco de discussão, pois, hoje, já não basta manter as crianças na escola. A qualidade do ensino deve ser a maior preocupação daqui para frente, sobretudo na rede pública. As escolas públicas estão sucateadas. A maior parte delas não pode contar sequer com energia elétrica e água tratada, muito menos com biblioteca, quadra de esportes, laboratórios de ciências e informática e professores capacitados. Espera-se que a democratização do acesso dê impulso à melhoria da qualidade do ensino, como foi na maioria dos países desenvolvidos, que enfrentaram e venceram no passado problemas semelhantes aos que estamos nos deparando atualmente. Do jeito que está, o País vem descumprindo um direito sagrado de todos os brasileiros, indiferente de sexo, cor e condição social, assegurado no artigo 206 da Constituição Federal: a igualdade de condições para o acesso e permanência na escola. Recursos privados
não vão sustentar a universidade pública É uma grande
ilusão acreditar que as parcerias com a iniciativa privada vão
trazer os recursos que faltam para as universidades públicas. Nem
mesmo as melhores universidades dos Estados Unidos conseguem se sustentar
com recursos provenientes exclusivamente da iniciativa privada. Na famosa
universidade de Harvard, por exemplo, os recursos privados respondem por
menos de 4% do orçamento da instituição. Até
no glorioso MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), o percentual
é insignificante: não passa de 15%. Minas ganha mais
uma e agora terá 7 universidades federais Clique aqui para fazer o download do arquivo com os indicadores de todas as capitais.
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