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Vem aí a Internet turbinada Quem não vai
gostar nada disso são as operadoras de telecomunicações.
Muito em breve, elas terão concorrente à altura, já
que a Internet via TV a cabo não se popularizou no Brasil. A Copel
(Companhia Paranaense de Energia) assinou termo de parceria com a alemã
RWE para desenvolver um projeto piloto que irá oferecer, nos próximos
meses, conexão à Internet usando a rede de energia elétrica.
O sistema é chamado PowerLine Communication - PLC. Está
em teste em vários países e ainda não foi colocado
ao alcance dos usuários da rede. A RWE é pioneira no estudo
dessa tecnologia na Europa. Quando privatizou o setor, o governo e as concessionárias haviam assumido o compromisso de aplicar redutores, para repassar a produtividade das empresas aos usuários. Mas isso não ocorreu. O que as empresas reduziram foi o valor da habilitação e das tarifas internacionais. Para reajustar as tarifas de serviços locais, elas se beneficiam de uma cláusula draconiana, presente no contrato de concessão, que lhes dá o direito de elevar os preços, anualmente, pela média do IGP-DI. Mesmo que as planilhas de custo não justifiquem o aumento. A Internet brasileira
dará um salto de qualidade brutal quando o PLC entrar em funcionamento
e, quando os computadores populares prometidos pelo governo, ao preço
de R$ 500,00, chegarem ao mercado. O futuro promete. Um desses bolsistas
espertos fez seu curso de graduação em Harvard e ganhou
bolsa do governo brasileiro para cursar mestrado numa conceituada universidade
inglesa. Ao final do curso, casou-se com uma jovem de lá e não
retornou ao Brasil. A Capes tentou cobrar-lhe a dívida e recebeu
como resposta que já estava comprometido com o pagamento do crédito
educativo de sua graduação em Harvard. Que preferia ficar
com a barra limpa nos Estados Unidos. Depois de anos de insistência,
o espertinho decidiu pagar os 50 mil dólares que a Capes lhe cobra,
mas num prazo a perder de vista e em suaves prestações mensais.
Em tempo: a Capes só exige o dinheiro de volta de quem não
concluiu o curso no exterior ou que concluiu e não retornou ao
Brasil. Os que voltam não pagam nada ao governo. É um investimento
para melhorar o nível dos pesquisadores nacionais. Mulheres
estão mais preparadas para o trabalho |
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