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O governo do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva tem uma oportunidade de ouro pela frente para melhorar a produtividade das universidades públicas federais sem gastar um único tostão adicional. A fórmula para isso é combater a ociosidade do sistema, determinando a ocupação das vagas remanescentes, a exemplo do que planeja fazer a Universidade Federal do Paraná (UFPR). Estima-se que existam pelo menos 100 mil vagas disponíveis nas instituições federais de ensino superior, abertas pela desistência de alunos que passaram no vestibular e simplesmente desistiram de estudar. Ou seja: dá para expandir a matrícula, sobretudo em cursos noturnos, em pelo menos 20%, utilizando-se apenas da infra-estrutura já existente. Se um curso foi projetado para ter 20 alunos em sua turma inicial nada justifica que esse curso chegue no segundo, no terceiro ou no quarto ano com seu tamanho reduzido pela metade. É o que ocorre na maioria dos casos. O reitor da UFPR, Carlos Augusto Moreira Junior, pediu ao seu pró-reitor de graduação, Valdo José Cavallet, para mapear as vagas ociosas em todos os cursos oferecidos pela mais antiga universidade brasileira. Descobriu que há 1.247 vagas não preenchidas, que sobraram após a desistência de alunos que foram aprovados no vestibular e largaram os estudos. Estas vagas podem ser preenchidas sem despesas adicionais para a UFPR, pois a universidade já está preparada para tanto. A proposta de Moreira é que as 1.247 vagas remanescentes sejam destinadas a alunos de universidades particulares. Quem passar pelo concurso seletivo ficará livre do pagamento de mensalidades. A idéia merece aplausos. No entanto, foi mal recebida pela comunidade universitária. Numa atitude insensata, representantes do Diretório Central dos Estudantes (DCE) e de entidades sindicais dos servidores, instrumentalizados por militantes de partidos políticos de esquerda, como o PSTU, entre outros, invadiram a reitoria na última sexta-feira, 22, e impediram que o Conselho de Ensino e Pesquisa aprovasse a proposta. A justificativa dos contrários - veja que bobagem! - é que a ocupação das vagas ociosas vai piorar a qualidade do ensino. O Conselho de Ensino e Pesquisa marcou nova reunião para decidir sobre o assunto. O reitor está decidido a ir até o fim, afinal a causa é mais do que justa. Além desta alternativa, em gestação na UFPR, o governo do PT tem outra de baixo custo para aumentar as vagas nas universidades públicas federais. Estas instituições têm poucos alunos por professor. De acordo com o Censo do Ensino Superior de 2001, divulgado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), na última semana, elas possuem cerca de 503 mil alunos matriculados em cursos de graduação. Lecionam para esses alunos 45 mil professores. A relação nessas instituições é de apenas 11 alunos por professor. Fica muito abaixo da média de instituições consagradas como a Universidade de Harvard e o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT),dos Estados Unidos, ou até mesmo da média revelada pelas universidades dos países que integram a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), de 16 alunos por professor. Se o governo brasileiro decidir elevar essa relação para uma média semelhante (de 16 alunos por professor) à da OCDE, as universidades federais poderiam abrigar 720 mil estudantes - um percentual 43% superior ao atual. Aposto que se isso ocorrer não haverá grande perda para a qualidade do ensino. Se houver, será insignificante. Mesmo assim, valerá a pena. A universalização do acesso ao ensino fundamental deteriorou um pouco a sua qualidade. O mesmo ocorre hoje com o ensino médio. A massificação tem seu custo. Mas a qualidade pode ser recuperada logo adiante. O que não pode acontecer é usar essa desculpa esfarrapada para impedir que milhares de jovens brasileiros tenham a oportunidade de ser alguém na vida. Quem for contra que atire a primeira pedra. Prendam Michael Jackson! Senti-me revoltado
ao assistir as imagens do cantor Michael Jackson balançando dois
de seus três filhos, um deles de apenas nove meses de idade, para
os fotógrafos e à multidão de fãs da sacada
do quarto do hotel em que estava hospedado em Berlim. As imagens foram
exibidas por televisões do mundo todo. As crianças estavam
com o rosto coberto por um véu e agitavam-se desesperadamete como
que pressentindo o perigo que as ameaçava. Após a repercussão
negativa, o astro disse estar arrependido. Declarou que cometeu um "erro
terrível" e que nunca poria em risco a vida de seus filhos.
Mas colocou. O episódio revelou um Michael Jackson despreparado
para ser pai. E mais: mostrou que o cantor não tem capacidade para
cuidar de uma criança. Um pai que ama seus filhos de verdade não
os expõe ao perigo daquela forma. Nem de brincadeira. Prendam esse
maluco de uma vez!
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