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O programa Educar na Sociedade da Informação, para professores e outros profissionais que atuam no ensino médio e fundamental, tem neste ano 12 módulos, todos coordenados por professores doutorados (e em sua maioria docentes) da USP. Outro projeto de capacitação é o Gestão de Mídias Digitais, com foco em lideranças comunitárias. As Oficinas de Design Social, que aproximam alunos de pós-graduação dessas lideranças, pretendem desenvolver soluções originais para problemas sociais a partir das demandas apresentadas pelas próprias comunidades carentes, inclusive empresas voltadas para esse mesmo enfoque (o compromisso social da ciência, da tecnologia e da cultura). Também entram em cena os projetos cooperativos de formação de redes e comunidades de prática. O Dicionário do Trabalho Vivo (sob o patrocínio da SERT, Secretaria de Emprego e Relações do Trabalho do governo estadual), o Ética na Prática (projetos temáticos sobre ética na sociedade da informação), e o Meninas Cientistas (estudantes e trabalhadoras explorando o mundo feminino em ciência e tecnologia, rede associada à Cátedra Regional Unesco sobre Mulher, Ciência e Tecnologia na América Latina) reunirão estudantes de ensino médio, graduação e pós e trabalhadores para pensar e fortalecer a organização da sociedade em redes inteligentes. O fôlego para avançar na construção da Cidade do Conhecimento vem sobretudo dos recursos empenhados ainda no ano passado pela SERT, R$ 350 mil comprometidos na gestão do ex-secretário Walter Barelli. Os programas de capacitação e de formação de redes também buscam recursos no setor público, no setor privado e no terceiro setor. A construção de um modelo sustentável de financiamento para a Cidade é uma dimensão crucial do seu desenvolvimento. Além da participação de empresas, escolas e outras organizações, esse modelo conta com o interesse do Estado (governos federal, estaduais e municipais) para se consolidar. No entanto, não há dinheiro no mundo capaz de substituir a mobilização de indivíduos e organizações. Os recursos, necessários, são insuficientes se a comunidade da USP não se mobilizar para essa construção e se as organizações do mundo escolar e da sociedade civil não se prepararem para essa conexão. Não basta ligar o micro, é preciso ter projeto. Ativa na recepção aos calouros, a Cidade estabeleceu nas últimas semanas laços ainda mais densos com alguns dos principais centros acadêmicos e com movimentos sociais. Não há precedentes, na história da universidade, de uma rede cooperativa tão ampla. Cada atividade da Cidade do Conhecimento atende sempre a três diretrizes: criar oportunidades de capacitação (intensiva em tecnologias de informação e comunicação), promover a formação de redes (organizadas por projetos cooperativos) e fomentar a pesquisa (sobre atividades de capacitação e formação de redes, mas também sobre temas pertinentes no campo das políticas públicas que afetam o desenvolvimento da Cidade). O aperfeiçoamento de professores do ensino médio e fundamental, a formação de pessoal para a gestão de postos informatizados de atendimento ao público e acesso à internet, o engajamento de pós-graduandos e lideranças comunitárias em experiências que beneficiem parcelas carentes da sociedade, estudantes e trabalhadores discutindo as mudanças na educação e no trabalho, projetos sobre a ética na sociedade da informação, o estímulo à participação das mulheres na ciência e na tecnologia são algumas das atividades que atendem àquela tríplice orientação estratégica. Em abril terá início a segunda edição do curso Educar na Sociedade da Informação, para professores de ensino médio e fundamental. O curso irá até dezembro, com 12 módulos, cada um com 10 sessões presenciais, além de práticas a distância e visitas a laboratórios, museus e outros espaços. Com apoio logístico da Cecae e intensa participação das escolas associadas ao projeto Avizinhar, os módulos e coordenadores serão: o O Tempo e o Espaço
da Cidade - Demétrio Magnoli (doutor em geografia humana pela USP,
editor do jornal Mundo - Georgrafia e Política Internacional);
Começando em maio, com o apoio Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), será realizado o curso de "Gestão de Mídias Digitais", que propõe uma abordagem integrada de hardware, software, pedagogia, linguagem e políticas públicas na sociedade da informação. A inovação nesse projeto começa com a preparação do programa, que ocorre ao longo de março e abril por meio da formação de uma rede de centros de pesquisa, laboratórios de dentro e de fora da USP e organizações públicas, do terceiro setor e empresas. Representantes do governo estadual e da prefeitura municipal também participam das reuniões, contribuindo para que o formato final do programa atenda aos desafios que estão surgindo em telecentros, infocentros e outros espaços públicos. Afinal, o público-alvo do programa Gestão de Mídias Digitais são as lideranças técnicas e administrativas com no mínimo nível escolar médio e que atuem nesses espaços. Já as Oficinas de Design Social acontecerão de março a junho, em parceria com o Media Lab do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts, EUA) e uma rede internacional de universidades e centros de pesquisa, tendo o apoio da Pró-reitoria de Pós-graduação da USP e do IPT. As oficinas estarão abertas a alunos de todos os programas de pós-graduação da USP e a lideranças que trabalhem na identificação e resolução de problemas em áreas carentes do Estado de São Paulo. Os melhores trabalhos serão apresentados em seminário em Bangalore, Índia, em julho. As redes organizadas através de projetos cooperativos são o Dicionário do Trabalho Vivo, orientado por mim, financiado pela Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho do Estado de São Paulo e formulado para que estudantes e trabalhadores discutam o futuro do trabalho e as mudanças na educação; o Ética na Prática, sob a orientação de Renato Janine Ribeiro (FFLCH-USP), Cyro del Nero (ECA-USP) e Paulo Masiero (CCE-USP), em que estudantes e trabalhadores desenvolvem projetos sobre ética na sociedade da informação e Meninas Cientistas, orientado por Regina Festa (ECA-USP), associado à Cátedra Regional Unesco "Mulher, Ciência e Tecnologia na América Latina", onde estudantes e trabalhadoras examinarão a participação feminina na ciência e na tecnologia. Serviço - As
inscrições para os cursos e atividades podem ser feitas
no site da Cidade do Conhecimento - www.cidade.usp.br
- ou pelos telefones (11) 3091-3903 e 3091-4164. |
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