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Redes: via de acesso às profissões do futuro Para encontrar o tão sonhado emprego que se encaixa na sua qualificação, pode não ser mais suficiente vasculhar os classificados. Se o profissional acompanhar os movimentos do mercado e diversificar sua formação, ele próprio criará as oportunidades. Três conceitos ou idéias-chave fundamentam o novo paradigma de empregabilidade: redes, conhecimento e cidadania. Esses são os temas centrais de meu novo livro, "As Profissões do Futuro", que acaba de ser lançado pela PubliFolha (se você tem acesso à Internet de banda larga, confira minha entrevista ao UOL News. Como valorizar o diploma, se ele não garante mais emprego? Ampliando o conceito de emprego para uma visão mais ampla de atividades e projetos. Mas, para estar apto a se engajar em atividades e projetos, é preciso ser conhecido e reconhecido. Também é preciso buscar novas formas de aprendizado, não somente as que oferecem algum tipo de certificação formal. Hoje, ganha força a idéia das redes de conhecimento, em que há intercâmbio de informações e experiências entre profissionais de diversas áreas. O futuro é cada vez mais incerto, pois um setor ou empresa pode deixar de existir a qualquer momento. Hoje, o desenvolvimento das "competências" são a condição necessária (mas nem sempre suficiente) da empregabilidade. Um mínimo de análise de mercado ajuda. Tecnologia da informação e comunicação concentram a maior demanda por profissionais qualificados. Em qualquer setor, o que é repetitivo, rotineiro e substituível por máquinas ou softwares, está ameaçado. Muito cuidado com os cursos de MBA (Master in Business Administration). A vivência em projetos de qualidade pode ter peso maior do que muitos cursos de MBA oferecidos por aí (e não apenas porque em muitos casos a qualidade dos cursos e professores é discutível, mas pela própria natureza do conhecimento gerado e distribuído em atividades e projetos). A personalidade determina o sucesso do profissional? O sucesso depende do entusiasmo de cada um com a sua atividade. Portanto, estar atento aos próprios sentimentos também é crucial. Mas isso não significa que há uma receita ou um modelo de personalidade fadado ao sucesso. Quanto a isso, todo o cuidado é pouco: é um campo propício à mais variada charlatanice com auto-intitulados consultores de neurobugigangas e psicotalismãs. Outra falsa discussão é a que opõe o generalista ao especialista. A chave do emprego está na mobilidade espacial, temporal e entre níveis de generalidade. As realidades são complexas, é preciso desenvolver percepções sistêmicas. E ao mesmo tempo ter a capacidade de desenvolver competências específicas, especializações. Todos precisam estar aptos a transitar entre os dois perfis. Escolher um deles é perigoso, num mundo organizado em redes de conhecimento. Finalmente, as oportunidades de emprego dependem de distribuição de renda. Num país miserável e sem políticas públicas consistentes, é bobagem ficar dando uma de Domenico de Masi e apontar para um futuro de ócio, de expansão das atividades de lazer, cultura e entretenimento. A tendência à sofisticação nos padrões de qualidade de vida é indissociável do nosso modelo de cidadania. Igualmente precário é achar que esses problemas serão universalmente resolvidos colocando gente pobre para tocar tambor ou fazer artesanato. A nova sociedade precisa de novas políticas sociais de largo alcance e fôlego financeiro, não de uma expansão da filantropia e do assistencialismo tingida de retórica sociológica pós-moderna. O país precisa investir muito para alcançar os níveis adequados de criatividade e competência exigidos de quem pretende ter inserção competitiva na economia global. PS.: Está em fase final de montagem a rede de conhecimento que estará centrada na metodologia de mentoria. Para saber mais sobre esse projeto, visite o meu site .
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