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Demorou. Mas finalmente o Sebrae despertou para um velho e crucial problema da pequena empresa: a mortalidade. E resolveu atacá-lo de frente. A entidade foi sacudida pelos resultados de uma pesquisa. Os números são alarmantes: 71% das micro e pequenas empresas encerram suas atividades antes de concluir o quinto ano de funcionamento. Entre 1990 e 2000, 1 milhão de empreendimentos fechou as portas - no mesmo período, foram abertos 1,5 milhão de negócios. O problema não é novo. Sabia-se que a mortalidade era alta. Faltava quantificá-la. Em 1999, um primeiro levantamento realizado pelo Sebrae/SP conseguiu mostrar o tamanho da encrenca. O estudo limitava-se a empresas com até três anos de atividade. Os números serviram apenas para ganhar manchetes de jornais. Agora, foram rastreadas 1.750 empresas abertas na segunda metade de 1990 e o trabalho foi ampliado para cinco anos. Ao contrário do que se esperava, a mortalidade não estaciona depois do terceiro ano de existência. Continua correndo solta. Aliás, essa doença só cresce com o correr do tempo. A pesquisa mostra que 32% dos negócios encerram suas atividades antes de completar um ano de existência, 44% no segundo, 56% no terceiro, 63% no quarto e 71% no quinto. Atestado de ineficiência - Os números não diferem muito do levantamento de 1999. E deixam clara a ineficiência do Sebrae para estancar o problema. A entidade se defende. Afirma que não tem controle sobre o principal fator da mortalidade, a falta de planejamento antes da abertura da empresa, quando sequer é procurada pelo candidato a empresário. E promete iniciar uma ampla campanha de marketing para divulgar seus serviços. Outros fatores influem na sobrevivência do negócio: falta de dedicação do empresário, falhas na gestão da empresa, em especial na administração do fluxo de caixa, produtos e serviços que não atendem às necessidades do mercado consumidor, a conjuntura econômica. Entre os probelmas apontados pelos empresários para explicar o fechamento estão: 1) falta de clientes (30%); 2) problemas particulares (19%); 3) falta de crédito (18%); 4) inadimplência dos clientes (13%); e 5) concorrência (8%). Agora, o atual presidente
do Conselho Deliberativo do Sebrae/SP, Fábio de Salles Meirelles,
promete a criação de programas específicos para combater
a mortalidade, fala na correção de rumos da entidade. E
acena com uma meta ambiciosa: reduzir a taxa de mortalidade em 50% em
um ano. A conferir. |
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