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Fidelidade não é com eles. Compram roupas mesmo sem precisar. E olham para as promoções cheios de desconfiança. Esses são alguns dos aspectos do perfil do consumidor, desenhado por três pesquisas realizadas pelo Programa do Varejo (Provar), da Universidade de São Paulo (USP). No ano passado, os técnicos do Provar ouviram cerca de 180 pessoas em cada um dos estudos para mapear os hábitos dos consumidores de lojas de roupas, do comércio eletrônico e de farmácias. Descobriram que quase 33% das pessoas ouvidas compram roupas mesmo sem precisar - a proporção de mulheres é duas vezes maior que a dos homens. E o chamariz de uma festa é uma boa desculpa para adquirir uma peça nova: 45% das mulheres e 35% dos homens correm para as lojas para uma "comprinha" de última hora. Podem ser compradores de lojas de ruas ou de shoppings, tanto faz. Todos gostam de uma boa promoção. Mas as opiniões racham feio diante da afirmação "nas liquidações os preços caem muito pouco". Dos entrevistados, 32,4% concordam com a frase e 9,2% concordam totalmente. Já 24,3% discordam e 17% discordam totalmente. Curiosamente, os clientes das lojas mais populares são os que menos esperam pelas "queimas". Não adianta o comerciante se descabelar. O consumidor é e gosta de ser infiel. Nada menos que 45% dos entrevistados não têm nenhum cartão de fidelidade - mesmo que eles signifiquem descontos, ou acesso a prêmios. A estratégia, largamente utilizada pelo segmento farmacêutico, foi adotada recentemente pelos supermercados. Outros 36,7% possuem pelo menos um cartão e 11,1% têm dois. Mas nem por isso abandonam os concorrentes. As compras pela Internet continuam crescendo. Mas esbarram em um poderoso obstáculo: os consumidores tupiniquins adoram ir às lojas. A maioria - 58% - usa o computador de casa para fazer as compras. Outros 16% utilizam os equipamentos do trabalho ou da escola e 26%, dos dois locais. Entre os homens, 28,2%
estão comprando mais pelas ondas da web. Entre elas, são
25,6%. Mas 49% delas e 46% deles confessam que não estão
abandonando o varejo pela Internet. Um passeio às lojas ainda é
considerado um bom e divertido programa. |
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