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Quando o assunto é oferta de trabalho formal, as microempresas deram uma surra nas grandes companhias. Estudo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) mostra que o número de trabalhadores nas microempresas com até 19 empregados cresceu 25,9% entre 1995 e 2000. Foram abertas 1,4 milhão de novas vagas. Nas médias e grandes, a expansão foi de reles 0,3% no mesmo período. Apenas 29,7 mil novos empregos. O aumento de participação das pequetitas foi verificado em todos os setores da economia. Apesar de terem comido poeira, as corporações de médio e grande porte ainda respondiam por 55% dos postos de trabalho em 2000 e apenas 2% do total das empresas existentes no País. Já as microempresas representavam 93% do total de estabelecimentos empregadores e 26% dos postos de trabalho. O estudo do BNDES - realizado a partir de dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), do Ministério do Trabalho - mostra a existência de 2,2 milhões de firmas empregadoras em 2000, 23,9% a mais do que em 1995. No período, as empresas de grande porte (mais de 500 empregados) cresceram 2,2%, enquanto as micros avançaram 25%. O emprego formal, no entanto, não aumentou na mesma proporção. A expansão foi de apenas 8,4%, totalizando 25,8 milhões de trabalhadores. O crescimento menor
do mercado de trabalho pode ser explicado pelo uso intensivo de tecnologia
e pelo aumento da produtividade. Tanto que o número médio
de empregados por estabelecimento passou de 13,4 em 1995 para 11,7 em
2000. No período entre 1995 e 2000, os setores do comércio
e dos serviços absorveram parte das pessoas desempregadas pela
indústria de transformação - responderam pela contratação
de 2,1 milhões de trabalhadores formais. Foram, literalmente, os
salvadores do nível de emprego.
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