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O governo não é o único a apostar que a retomada dos níveis de emprego vai continuar a todo vapor. A pesquisa Termômetro Empresarial, realizada anualmente pela Arthur Andersen, confirma a retomada do mercado de trabalho industrial apontada pelo IBGE. No ano passado, 39% das 102 maiores empresas do País aumentaram o número de funcionários, contra as 26% de 1999. Isso representa, na média, um crescimento nos postos de trabalho da ordem de 3,5%. O crescimento do mercado de trabalho foi returbinado pelos bons resultados conseguidos pelo setor industrial, quando 66% das empresas trabalharam acima dos 80% da capacidade instalada e 33%, entre 60% e 80% da capacidade. Para este ano, 70% delas esperam utilizar mais de 80% da capacidade instalada e 30%, entre 60% a 80%. Com panorama tão promissor, não é de estranhar que 33% dos empresários ou dirigentes pretendam continuar contratando. Outros 43% dizem que vão manter os atuais quadros, o que deverá representar, na média, um aumento aproximado de 2% no total dos funcionários. O bom desempenho da indústria foi melhor compartilhado com as equipes de trabalho, um panorama bem diferente do verificado em 1999, quando a maioria dos aumentos salariais ficou abaixo da inflação. Em 2000, 38% das empresas disseram ter dado reajustes acima da inflação para seus funcionários, enquanto 37% cobriram os estragos feitos pelos aumentos de preços nos orçamentos de seus empregados. Outros 16% também elevaram os salários, mas em índices abaixo da inflação. Apenas 8% não concederam nenhum tipo de aumento. Para 2001, 56% das empresas pretendem dar reajustes que empatem com a inflação e 33% dizem que vão dar aumentos superiores aos índices inflacionários. Apenas 7% não querem repor a inflação e 4% esperam não conceder nenhum tipo de aumento. Incentivando - A melhora na remuneração dos empregados não acontece apenas via aumentos de salários. Diante da enormidade dos encargos trabalhistas, 86% das empresas já adotam algum tipo de Plano de Participação nos Resultados, como forma de incentivar e manter seus melhores funcionários. O movimento já foi detectado por pesquisa realizada pelo Dieese. Ano passado, eram 82%. Multiplicam-se os programas e multiplicam-se também os critérios utilizados para repartir lucros e/ou resultados. Na maioria dos casos, as empresas não utilizam um só parâmetro. Fazem um mix, levando em conta os resultados que pretendem alcançar. De qualquer forma, os mais usados são: 1) lucros (80%); objetivos de vendas (40%); 3) satisfação do cliente (23%); e 4) faturamento (19%). E para segurar os empregados, as empresas apelam para todas as armas: 1) programas de treinamento (95%); 2) pagamento de cursos de pós-graduação (56%); 3) planos de carreira (55%); 4) pagamento de cursos universitários (40%); 5) experiência de trabalho no exterior (25%); 6) licença/afastamento para estudo (3%). Pelo menos na seara das grandes empresas, as relações patrões/empregados estão mudando de patamar de qualidade. Para melhor.
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