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As torres ruíram em setembro, mas o emprego no Brasil se manteve quase sem alteração. Segundo a Pesquisa Mensal de Emprego, realizada nas seis principais regiões metropolitanas do País, divulgada neste dia 25 de outubro pelo IBGE, a taxa média de desemprego aberto do brasileiro ficou em 6,2% nesse mês. Ou seja, igual à de dois meses antes e até menor que a do mesmo mês em 2000 (6,7%). Também no acumulado do ano, em nove meses, 2001 se mostra abaixo desse ano (quando o desemprego atingia 7,5% da População Economicamente Ativa). Veja a íntegra da pesquisa em www.ibge.gov.br. A queda, dizem os técnicos do IBGE, veio em boa parte da redução de 113 mil pessoas procurando trabalho e não houve a contrapartida o aumento do nível da ocupação. Comparando agosto a setembro, a situação melhorou em Salvador (9,4% para 8,0%) e no Rio (4,2% para 3,8%). Não se alterou em Porto Alegre e Belo Horizonte. Piorou em Recife (8,1% para 8,9%) e em São Paulo (6,3% para 6,6%). O número de pessoas desocupadas (não trabalhando nem procurando trabalho) em setembro deste ano quase não mudou em relação a agosto (-0,2%), mas caiu 9,1% em relação a setembro do ano passado. O tempo médio de procura de trabalho foi de 20,5 semanas, inferior ao do mês anterior (22,9 semanas). Também o número de quem trabalhava no mês passado foi quase igual ao de agosto deste ano e pouco menor (0,6%) que o de setembro do ano passado. A situação piorou em São Paulo (-1,0%) e em Porto Alegre (-0,5%) e melhorou nas demais capitais.No total, empregaram a construção civil (1,9%), o comércio (0,4%) e os serviços (0,2%) enquanto a indústria demitia (-0,4%). De um mês para outro também foram assinadas mais carteiras de trabalho (0,4%) e as variações no número de empregados sem carteira de trabalho assinada (-0,1%) e de conta própria (-0,2%) não foram relevantes. De setembro do ano passado para setembro deste ano, o número de pessoas trabalhando caiu em cinco das seis maiores capitais: Salvador (-3,8%) e Belo Horizonte (-2,0%), na ponta. São Paulo teve crescimento (0,7%). A comparação da média do contingente de pessoas ocupadas de janeiro a setembro deste ano com o mesmo período do ano passado revela crescimento de 0,9%. Contribuiu para esta variação o aumento do número de pessoas trabalhando nos setores de serviços (1,7%) e da indústria de transformação (1,3%). Dentre as categorias, a contribuição foi dos empregados com carteira de trabalho assinada (4,7%). A pesquisa do IBGE se atrasa quando analisa o rendimento médio nominal. Em agosto deste ano, para o total de pessoas ocupadas, foi de R$ 749,53 ou o equivalente a 4,2 salários mínimos. Deflacionado pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor, é 1,9% menor que o de julho e 4,6% que o de agosto do ano passado. Comparando-se a média dos rendimentos de janeiro a agosto deste ano com o mesmo período do ano passado, o IBGE aponta queda de 2,2% devido ao declínio dos rendimentos dos empregados com e sem carteira de trabalho assinada (-2,6%, e -1,1%, respectivamente). O rendimento das pessoas que trabalham por conta própria aumentou 0,6%. Em Salvador, a taxa
de desemprego aberto em setembro (8,0%) foi inferior à de agosto
(9,4%) e à de setembro do ano passado (9,0%). A média de
nove meses deste ano foi de 9,3%, inferior a do mesmo período do
ano passado (10,2%). O tempo médio de procura de trabalho em setembro
deste ano foi de 18 semanas, inferior ao do mês anterior e ao de
setembro do ano passado (em ambos, a demora chegou a 19,4 semanas) na
capital baiana.
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