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Quais são os países menos corruptos do mundo numa pontuação de zero a dez? A Finlândia, com 9,7 pontos, seguida da Dinamarca (9,5), Nova Zelândia (9,5), Islândia (9,4), Cingapura (9,3), Suécia (9,3), Canadá (9,0), Luxemburgo (9,0), Holanda (9,0) e Reino Unidos (8,7). E os mais corruptos? Bangladesh, com 1,2 pontos, Nigéria (1,6), Paraguai (1,7), Madagascar (1,7), Angola (1,7), Quênia (1,9), Indonésia (1,9), Azerbaijão (2,0), Uganda (2,1) e Moldávia (2,1). O Brasil, com nota 4,0, aparece na 45ª colocação, ao lado da Bulgária, Jamaica, Peru e Polônia. O Índice 2002 de Percepção da Corrupção é da organização não governamental Transparência Internacional. Ele é publicado desde 1995 e combina informação de 15 diferentes estudos sobre corrupção conduzidos por outras organizações, como o Banco Mundial, a PricewaterhouseCoopers e a Gallup International. O relatório mostra que os países industrializados têm um ambiente de negócios mais "limpo". Os vistos como os mais corruptos, como Bangladesh e Nigéria, também estão entre os mais pobres. No entanto, relacionar pobreza com corrupção pode ser uma avaliação apressada. “A corrupção não é um mal exclusivo dos pobres”, disse disse Peter Eigen, presidente do conselho da ong. "Também está presente em muitos países desenvolvidos”. Basta lembrar que Botswana (6,4 pontos), na África, está em 24º lugar, entre Irlanda e França, e melhor classificada do que alguns europeus, como Itália (5,2) e Grécia (4,2). O pior: alguns especialistas em desenvolvimento encaram a corrupção como um dos principais obstáculos para uma nação atrair investimentos estrangeiros para a criação de empregos e redução da pobreza. Na América do Sul, o país melhor classificado é o Chile, com 7,5 pontos, em 17º lugar, entre os Estados Unidos e a Alemanha. O próximo país da região com melhor desempenho é o Uruguai, com 5,1 pontos, em 32º lugar, seguido de Trinidad & Tobago (4,9), Costa Rica (4,5), Brasil e Peru, ambos com classificação de 4,0 pontos e colocados em 45º lugar. O relatório da Transparência Internacional diz que a percepção da corrupção no Brasil se mantém praticamente estável. No ano passado, o País ocupava a 46ªordf; posição e, em 2000, a 49ª. Mesmo com a pequena mudança no ranking, o Brasil continua com uma “nota” ruim, 4 pontos, a mesma do ano passado. São classificados como países pouco corruptos os que tiveram índice acima de 7,0. Para a Transparência
Brasil, os candidatos à Presidência da República e
aos cargos executivos nos Estados têm mostrado um aparente desprezo
ou pouco caso ao quadro da corrupção. E até agora,
não apresentaram propostas concretas para combatê-la.
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