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Creches públicas são bastante eficazes quando se trata de combater a desnutrição infantil. A afirmação é de Milena Bueno, nutricionista e autora da dissertação de mestrado “Evolução nutricional de crianças atendidas em creches públicas no Município de São Paulo”, defendida na Faculdade de Saúde Pública da USP (Universidade de São Paulo). As crianças foram pesadas, medidas e acompanhadas durante um ano. Neste período, notou-se que o índice de desnutrição caiu de 7% para 3,5% entre as crianças. Em contrapartida, o índice de obesidade subiu de 5,9 para 6,9%. “Estes resultados mostram que crianças que freqüentam creches têm evolução nutricional satisfatória, porem o acompanhamento do crescimento é necessário para evitar que a desnutrição não reverta em outro problema de saúde pública na infância, a obesidade”, diz a autora da dissertação. No entanto, a nutricionista alerta que é possível que esses índices estejam associados à alimentação que essa parcela de crianças recebe em casa e a predisposição para a manifestação dessa característica, pois dentro da creche a criança recebe uma alimentação bastante balanceada. Apesar dos relatos de maior prevalência de doenças infecciosas, as creches são consideradas um local seguro de proteção para o crescimento infantil. “A creche pública é um instrumento importante no combate a fome e a desnutrição, já que é dentro dela que a criança recebe suas principais refeições durante o dia”, afirma a psicóloga. As crianças que permanecem o dia todo na creche recebem cinco refeições diárias: café da manhã, lanche da manhã ou hidratação, almoço, lanche da tarde e jantar. Segundo a nutricionista, a dissertação possui o objetivo de investigar o crescimento de crianças atendidas em creches públicas no Município de São Paulo e a alimentação recebida por elas. Bueno destaca que a demanda pelo atendimento de crianças em creches aumentou devido à crescente inserção da mulher no mercado de trabalho. Para a realização do estudo, foram selecionadas 21 creches da capital paulista e 420 crianças, utilizando um procedimento de amostragem. A autora destaca que foi feito todo um trabalho estatístico de modo que as escolas e crianças selecionadas representassem bem todo o grupo das creches públicas. (Cássia Gisele Ribeiro – 04/11/03) |
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