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"O jovem vai escrever sua própria identidade com as ferramentas que oferecemos", afirma o diretor-executivo de educação da entidade, Fernando Rossetti. Essas ferramentas são a arte, a comunicação, a tecnologia e as vivências. "Nesse processo, os jovens aprendem a trabalhar em grupo, a planejar, gerir e avaliar um projeto, adquirem habilidades e competências necessárias em um mercado de trabalho em rápida transformação", complementa.
A realidade nacional fez com que o Aprendiz mudasse um pouco seu alvo. Na década de 90, o desemprego triplicou na faixa etária que vai dos 15 aos 24 anos. Hoje existem 30 milhões de jovens nessa faixa. O número de desempregados juvenis passou de 1 milhão para 3,3 milhões. No mesmo período, apenas metade dos jovens de 18 e 19 anos estava estudando. De 20 a 24 anos, essa proporção cai para um em cada quatro. Mas é exatamente por isso que a Cidade Escola Aprendiz continua a existir. Para ajudar a mudar esse quadro.
A primeira cria desse grande sonho, o site Aprendiz, também se multiplicou. Hoje recebe, em média, sete mil visitantes por dia. Tornou-se referência no meio educacional, seu conteúdo é usado em escolas e entidades, seu endereço é citado em todas as matérias que falam de educação e serviço. O site da Cidade Escola já não é mais apenas a atualização do livro Aprendiz do Futuro, de Gilberto Dimenstein, como fora em primeiro de agosto de 1997.
(Cristina Veiga - 01/08/02) Leia
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